Parede da Paz

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Passados alguns meses pensando sobre a não violência, queríamos que nossa casa refletisse esse clima. Procurei imagens que também me servissem como lembretes de atitudes que eu gostaria de ter.  Encontrei todas de forma gratuita na internet, basta clicar na imagem para ir ao endereço de onde baixei.

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Respire. Essa imagem está aí para me lembrar de respirar e esperar pelo menos 3 segundos antes de reagir em alguma situação de conflito. Respirar também para me tornar disponível ao ritmo mais lento das crianças. Mudei muita coisa na nossa rotina para desacelerar. Cancelei quase todas as atividades deles e minhas que tivessem horários.

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Essa é uma imagem que ilustra os 4 passos da CNV (Comunicação Não Violenta): observação, sentimento, necessidade e pedido. Está em francês, mas foi a mais bonita e didática que encontrei. Em Maio de 2016 eu fiz um curso de CNV com a Carolina Nalon e venho tentando praticar desde então. Não dá para usar os 4 passos com as minhas crianças que ainda são pequenas, mas dá para usar os conceitos. O primeiro conceito que comecei a usar é o de que eu sou a única responsável pelos meus sentimentos.

“Os outros (…) são estímulos mas não a causa dos meus sentimentos. Uma prova disso é que eu posso passar pela mesma situação em diferentes momentos e sentir sentimentos diferentes. Gosto bastante do exemplo da fila do supermercado. Se eu estiver super cansada em uma quarta-feira à noite e for fazer compra em um supermercado lotado eu provavelmente vou ficar irritada, e se a mulher do caixa demorar um minuto a mais do que o normal a chance de eu ficar estressada é bem grande…

Se por outro lado eu estiver tranquila, relaxada e sem pressa, a mesma fila de supermercado talvez não tire um centímetro da minha paz.” – Carolina Nalon

Outro conceito que tenho usado: todos compartilham as mesmas necessidades humanas básicas, e cada uma de nossas ações são estratégias para atender uma ou mais dessas necessidades. Esse é o pulo do gato! Quando você aprende a enxergar que seu filho não está chorando desesperadamente porque quer sentar no carrinho do mercado, o carrinho é a estratégia que ele elaborou para atender qual necessidade? Talvez diversão? Veja aqui uma lista de necessidades humanas universais para ter uma idéia. Quando você identifica a necessidade consegue propor uma alternativa viável.

Tenho procurado usar alguns dos conceitos comigo também: identificar meus sentimentos e minhas necessidades antes de explodir e, a depender do caso, comunica-los a meus filhos.

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A imagem de Amelie Poulain está na parede para me lembrar que pequeníssimas atitudes podem mudar radicalmente o dia do outro.

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“É importante voltarmos a nos apaixonar pela dor do outro, a gastar tempo em silêncio pelo outro, a sentir o outro” – Feliz Simões. Nossos filhos começam a chorar e imediatamente tentamos calar o choro, seja dizendo que ele não tem motivo, seja tentando consolar. As vezes nossos filhos precisam colocar o sentimento pra fora em forma de lágrimas. Precisamos ter paz para esperar e para oferecer ajuda e empatia.

“Perder a paciência é perder a batalha” –  Gandhi. Essa é auto-explicativa.poster#35“Qual memória você vai criar hoje?” me lembra que sempre temos escolha e que nossas escolhas tem consequências. Por incrível que pareça o grito, a ameaça, a exigência da obediência são opções. A criança se jogou no chão, como você vai reagir?

poster#27Acabamos dizendo muitas coisas na negação e o “não” é um conceito difícil para a criança, principalmente para os bem pequenos, como meu caçula de 1,5 ano. Quero lembrar de sempre reformular a frase para dizer o que ele pode fazer.

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Símbolo da não violência, conhecido como mão do Ahimsa. É o primeiro e mais importante preceito ético de Yoga: O ser humano não deve agredir gratuitamente outro ser humano, nem os animais, nem a natureza em geral. Não deve agredir fisicamente, nem por palavras, atitudes ou pensamentos. Permitir que se perpetre uma agressão, podendo impedi-la e não o fazer, é acumpliciar-se no mesmo ato.

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“Deixa essa merda pra lá.” Não compre uma briga com uma criança, deixa pra lá. Encare como uma oportunidade de ensinar a ela a como lidar com essa situação. Você pediu pra seu filho calçar o sapato e ele insiste que não. Não continue na mesma tática de querer exigir obediência, mais vale a pena convencer seu filho de outras formas: que tal sair com um pé de cada sapato? Deixe pra lá a forma como os adultos reagiram com você quando você era criança. Nosso trabalho enquanto pais é de ir melhorando a humanidade a cada geração, se insistirmos em repetir, não sairemos do lugar. Concorda?

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Qualquer correção que a gente faça com amor será melhor absorvida pela criança do que a correção com grito. Existe uma expressão em inglês que gosto muito: “conect before correct” (conecte-se antes de corrigir). Procure se conectar fisicamente com a criança que está se comportando mal: abaixe-se, olhe no olho, toque nela. Dessa forma será mais fácil se conectar emocionalmente e ter empatia. Procure entender que todo mal comportamento é um pedido de ajuda.

* Esta imagem não está disponível para download. Comprei uma placa de madeira tipo essa.

 

Espero que tenham gostado das imagens e dos lembretes. Até mais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4 comentários sobre “Parede da Paz

  1. Parabéns Marina pela proposta de paz! Tenho refletido muito nesse mesmo sentido há algum tempo. Agora com meu filho (Theo, 1ano8meses) e minha esposa (Érika) quero fazer meu laboratório de “Paz em Casa”.

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  2. Ai Marina, muito bom tudo q vc escreveu! Tenho tentado muito. Meu filho de 3 anos agora voltou a fazer xixi na roupa muitas vezes, por não querer parar de fazer o q está fazendo para ir ao banheiro. Muitas vezes isso tem tirado a minha paciência. Como fazer para controlar o meu impulso de brigar? Estou adorando sua página! Acabei de descobrir e quero ler tudo!!! rsrs! Bjs!

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    • Obrigada Cristiane! Caramba, como te entendo. A minha de 3 anos também está nesse mesmo processo. O que eu tento fazer é racionalizar que ela não está fazendo de propósito. Eles precisam de ajuda para fazer essa pausa do banheiro e sempre funciona melhor a brincadeira do que o conhecimento ou a ameaça. Eu costumo pegar ela no braço e falar “boa borboletinha” e o pai finge que vai fazer xixi no banheiro dela e sai correndo. As vezes não funciona também, mas tem ajudado bastante. Veja o que pode funcionar na sua casa.

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