15 livros para crianças a partir de 2 anos

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Nessa postagem indico 15 livros para crianças de 2 a 6 anos.  São livros que tenho e gosto muito de ler com meus filhos. Meu critério de seleção são:

  • Não ter elementos fantasiosos (fadas, animais falantes, casa de doce, …). A razão está aqui;
  • São bonitos, o que convida à leitura;
  • Possuem temas variados para servir de pretexto em nossas conversas.

Começarei colocando abaixo a lista completa com título, editora e preço.  Na sequência falo o que acho de cada um:Leia mais »

Atividades simultâneas com irmãos de idades diferentes

Aqui em casa tenho focado muito mais na filosofia Montessori (o respeito, a preparação e organização do ambiente, etc.) do que nas atividades em si, mas a verdade é que estávamos todos com saudade de um momento desses. Tomei coragem e propus uma atividade para cada um simultaneamente. O vídeo ficou bem auto-explicativo, mas complemento algumas outras reflexões no texto.

Para a mais velha (3 anos) propus uma classificação de cores com pinça para o controle e fortalecimento dos dedos para a escrita. Para o caçula de 1a8m propus transferência de sólidos, que é sempre bem recebido. Depois do primeiro ciclo da atividade com ambos concentrados, a mais velha quis trocar. Achei que ele ficou concentrado por mais tempo, apesar de mais novo. Ela está numa fase bem falante e isso acabou cortando a concentração de ambos, mas faz parte. Trabalhar tão proximamente na mesma mesa também não favorece a concentração, mas é a estrutura que tenho em casa e não tenho pretensão de fazer homeschooling. Outra consideração é que o fato de serem irmãos traz um sentimento de disputa quase permanente que pode ter influenciado o troca-troca.

No total a atividade deve ter durado 15 minutos. O final ficou confuso, mas o final das atividades (pelo menos aqui em casa) são sempre confusos, mesmo quando é um de cada vez. Tenho aprendido a não me incomodar. Fiz questão de não tirar esse trecho na edição para que conheçam como é aqui.

Está longe de ser uma situação ideal, apesar de terem começado as atividades lindamente concentrados. Seria melhor fazer com um de cada vez? Talvez. Mas tem sido quase impossível achar o momento bom pra cada um separadamente. Depois dessa experiência eu decidi que prefiro fazer dessa forma do que não fazer. Além disso, acredito que com a repetição alguns desses obstáculos vão se atenuando.

Rosa é coisa de…criança!

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Minha filha mais velha (3 anos) está numa fase rosa. Tudo é rosa, até o suco ela escolhe rosa. Meu filho mais novo (1a8m) também adora rosa. Ele sempre prefere os sapatos rosa da irmã ao invés dos dele. Eu tinha convicção que essa era uma preferencia socialmente imposta pra ela e para ele se tratava de uma mera imitação da irmã. Eu andava me perguntando de que forma eu poderia respeitar essa predileção sem exacerbar ainda mais e acabei de surpreendendo com algumas coisas que encontrei.

Engano meu achar que a preferencia por rosa era algo totalmente influenciado pelo meio social da minha filha. Um dos materiais mais clássicos do método Montessori é a Torre Rosa.  Eu ainda não tinha parado pra pensar o porquê da cor. Segundo Polina, mãe russa que tem um Instagram incrível, todas as crianças gostam da cor rosa. Maria Montessori observou isso e pintou sua torre de cubos dessa cor. Na época de em que viveu Montessori, o rosa era uma cor mais associados a meninos.

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Foto por Jess Liotta and Colin Liotta

Fui em busca de base científica que comprovasse essa prefrência a despeito do gênero da criança e encontrei esse artigo que diz:

Meninas e meninos diferem em suas preferências por brinquedos, como bonecos e caminhões. Essas diferenças de sexo estão presentes em lactentes, são observadas em primatas não humanos e relacionam-se, em parte, com a exposição prévia a androgênio. Esta evidência de influências inatas nas preferências de brinquedos tipificadas pelo sexo levou a sugestões de que características do objeto, como a cor ou a forma dos brinquedos, podem ser de interesse intrinsecamente diferente para homens e mulheres.  (Após o experimento se constatou que) não houve diferenças significativas de sexo nas preferências dos bebês para diferentes cores ou formas. Em vez disso, tanto as meninas quanto os meninos preferiam as cores avermelhadas em lugar do azul e as de formas redondas em lugar das angulares.” Arch Sex Behav. 2010 

Entendi que minha filha prefere rosa por outros motivos, mas é impossível negar a influência da industria de artigos infantis. “A feminilidade está sendo vendida às meninas – e também às mulheres – em embalagens cor-de-rosa. Mas a cor em si não parece ser o problema. O que preocupa … é o conceito de feminilidade que vem embutido no pacote.” (link para esse artigo).

Então o que eu tenho feito aqui é tentar desassociar o rosa do resto do pacote. O aniversário de 3 anos foi todo rosa, mas não foi de princesa, nem de bailarina. Foi rosa. Ela ganhou uns 4 kits de panelinha de aniversário, mas ficamos apenas com o que não era rosa. E assim vou tentando balancear.

Doação para o Dia das Crianças 

IMG-5160Já estava complicado deixar nossos guarda-roupas organizados e resolvi colocar em prática uma dica simples que aprendi numa palestra sobre Minimalismo para ajudar as crianças nesse processo de desapego. Vou compartilhar aqui o que é essa dica e como foi nossa experiência. 

Cada vez que faço o rodízio de brinquedos acabo identificando um ou outro que pode ser doado, mas com a proximidade do Dia das Crianças eu vi uma boa oportunidade de envolver meu filhos nessa tarefa e  conseguir de fato nos livrar do excesso.  O rodízio que fazemos nos ajuda a manter as crianças focadas e a casa organizada, mas a pilha de brinquedos fora do rodízio não parou de crescer.

A dica é essa: dê um limite físico (caixa, gaveta, estante) onde a criança deve  colocar tudo que o que ela não quer que seja doado e deixe ela livre para tomar a decisão.

As crianças entendem melhor limites físicos então é mais fácil envolvê-las dizendo: todas as suas bonecas tem que caber nessa caixa, as outras vamos separar para doar. Esse foi nosso exemplo aqui em casa, mas poderia ser com qualquer tipo de brinquedo ou outros objetos como roupas, material de artes, etc. O tamanho do limite físico vai depender do bom senso dos pais. No nosso caso, a caixa é a que fica guardada com as bonecas fora do rodízio.

Como era nossa primeira vez eu preferi focar só nas bonecas e dei uma caixa grande. Espalhamos todas elas no chão, ela foi brincando, escolhendo e conseguimos ficar com menos da metade. Achei que seria mais difícil para Pequerrucha (agora com 3 anos), mas ela aceitou super bem. Selecionou os brinquedos sem se chatear. Na verdade, parecia feliz em doar, o que me surpreendeu realmente. De certa forma, tínhamos nos preparado gradualmente pra esse momento. Constantemente  separamos as roupas que já não cabem mais e conversamos sobre quem vai receber. Fizemos um momento bem especial para embalar e decorar todas as mamadeiras e bicos que demos para um priminho que iria nascer. Acho que personificar a doação ajuda. Nas vezes que ela sentiu falta de um objeto ela mesma falou “era de Isa, mas demos para X”.

Esse também pode ser um bom momento para dar o exemplo usando essa ferramenta para desapegar das suas próprias coisas. Eu certamente estou precisando fazer urgentemente.

Então é isso. Encorajo todas as mães a fazerem essa experiência. As crianças sempre estão preparadas antes do que pensamos. Boa sorte e feliz Dia das Crianças.