“Ajude-me a fazer sozinho”

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“Motricidade livre, o que é?

É aprender a observar, a não intervir e a adaptar o meio ambiente e torna-lo.

(Primeiro quadro) – Sem o adulto não me sinto capaz.

É também permitir que a criança confie em suas habilidades e em seu próprio julgamento.

(Segundo quadro) – Eu me sinto capaz de fazer isso.”

Retomando os textos sobre a série de ilustrações da  Bougribouillons sobre motricidade livre. As outras ilustrações você encontra nesses links ( Tira o bebê da cadeira, Tudo tem seu tempo e Fora das grades).Leia mais »

Fora das grades

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“Motricidade livre, o que é?

É favorecer o despertar da criança sem trancá-lo.

É favorecer um espaço em solo adaptado.”

Continuando nossa série com as lindas ilustrações de Bougribouillons. As anteriores você acha aqui e aqui.

Claro que o ideal é transformar toda a casa em um lugar seguro para a criança circular livremente, afinal a casa é dela também. Mas eu sei que isso não é só difícil, é quase impossível. Aqui em casa há 3 ambientes que as crianças ainda não podem circular livremente: a área de serviço (mesmo estando os produtos de limpeza em caixas), a dispensa (ainda é muito tentador ver tantos grão e potes e não mexer sem estragar) e embaixo da mesa do computador (por conta de um fio longo que ainda não resolvemos).Leia mais »

Tudo tem seu tempo.

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“Motricidade livre, o que é?

É não colocar a criança numa posição que ela não conquistou sozinha e da qual ela não pode sair sozinha.

É permitir que ela desenvolva sua autonomia assim como sua autoconfiança.”

Essa é a segunda ilustração de uma série de cinco que estou compartilhando no blog. Os desenhos são de Bougribouillons.

“A autoconfiança é um sentimento interno de poder confiar nos próprios recursos, que vem da experiência do trabalho ativo no ambiente usando o movimento livre.É a sensação de poder pessoal na solução de problemas, e esse sentimento de poder permanece em uma pessoa para sempre.No futuro, o objetivo irá mudar (de alcançar um objeto interessante, como uma bola colorida, para fazer a lição de casa, e assim por diante), mas a situação psicológica permanece a mesma;algo lhe interessa, você precisa fazer alguma coisa e está confiante de que tem a capacidade de fazê-lo. Movimentos ativos nos primeiros meses de vida proporcionam a experiência global mente-corpo da qual a autoconfiança é derivada, e com este instrumento muito valioso, é possível enfrentar os desafios da vida.”
Dr.Silvana Montanaro, formadora de professores Montessori 0-3

Motricidade livre é uma expressão cunhada pela comunidade Pikler, que tem muitos dos seus fundamentos em consonância com o método Montessori, mas existem também algumas divergências. No geral, tanto Montessori como Pikler  são contra dispositivos de confinamento para bebês (cadeira de balanço, cercadinho, etc), bem como dispositivos que pretendem “acelerar” o desenvolvimento natural da criança e ao mesmo tempo a deixam confinadas (cadeira bumbo, andadores, etc).

Um dos pontos de discordância está no “tempo de bruços” (livre tradução minha para o Tummy Time). Autoras renomadas do método Montessori (como Susan Stephenson e Paula Lillard) orientam claramente a posicionar o bebê de bruços gradativamente desde os seus primeiros dias de vida. Já a abordagem Pikler acredita que os bebês devem entrar e sair sozinhos dessa posição.

Existem bons argumentos dos dois lados, mas eu fiquei com as orientações do método Montessori, que é também a orientação da maioria dos pediatras americanos. Para mais detalhes sobre como praticar o tempo de bruços com o bebê, por favor leia este meu post. Nele também você vai encontrar os argumentos que me fizeram ir por essa linha.

Para a postura sentada é diferente, mesmo o método Montessori recomenda que a criança raramente seja posicionada assim, ela deve poder chegar nessa posição sozinha. E quando posicionada deve ser por períodos muito curtos.

Posicionar o bebê numa postura que ele ainda não está pronto para atingir pode lhe causar lesões físicas, como também minar sua auto-confiança. A criança tem um guia interno que sabe exatamente quando é o melhor momento para aprender a engatinhar, sentar, levantar e andar. Ela precisa respeitar esse guia interno e acreditar nos seus próprios esforços.

Tira o bebê da cadeira!

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“Motricidade livre, o que é?

É permitir que a criança descubra seu corpo, explore suas habilidades.É permitir que a criança mova para o próximo estágio de suas habilidades motoras, como ele deseja, quando quiser.”

Hoje compartilho aqui uma das ilustrações da série sobre Motricidade Livre do blog Bougribouillons. São 5 desenhos no total, os próximos virão nos dias que seguem.

A liberdade de movimento é a coisa mais preciosa para um bebê, desde o seu nascimento. Montessori já dizia que o desenvolvimento natural da criança se resume a uma série de conquistas de independência e a de movimento é a primeira delas:

“Como ele consegue essa independência?Ele faz isso por meio de uma atividade contínua.Como ele se torna livre?Por meio de esforço constante.… Sabemos que o desenvolvimento resulta da atividade.O ambiente deve ser rico em motivos que interessem à atividade e convide a criança a conduzir suas próprias experiências. ”(Maria Montessori: A Mente Absorvente)

Eu já estava com saudades de falar de bebês pequenos por aqui. Meu caçula completou 2 anos há dois meses e já é um bebê enorme.

Vamos para a Orquestra

Hoje Salvador completa 469 anos. Parabéns #salvadômeuamô 🎂

A OSBA @orquestrasinfonicadabahia fará um concerto comemorativo na nossa Concha Acústica.

Vamos levar as crianças e tô bem animada. Eles tem um livro interativo que fala da orquestra e amam.

A interação com o mundo, com a natureza, são mais importantes que qualquer livro, qualquer atividade, qualquer material.

Hoje a pirralhada vai dormir um pouco mais tarde sim..

Falando de autonomia no podcast Gerando Novas Histórias

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Olha que honra a minha! Estreei no mundo do podcast falando no Gerando Novas Histórias (GNH), um canal que sempre escuto. Daiana me convidou para conversarmos sobre autonomia e ficou muito legal. Falamos um pouco dos conceitos do método Montessori e muitos exemplos práticos. Vale a pena, escuta aí:

O GNH traz neste episódio Marina Barral, estudiosa da filosofia Montessori, para falar sobre o desenvolvimento da autonomia infantil.
Foi um bate-papo delicioso, super esclarecedor e com muitas dicas práticas.
Sério, não deixem de ouvir. Eu já coloquei em prática alguns aprendizados e deu super-certo!

Este episódio faz parte da campanha #OPodcastEDelas2018, que objetiva dar visibilidade à participação das mulheres na mídia podcast em todo o mês de Março. Busque pela hashtag em todas as redes sociais e deliciem-se com conteúdos variados e da melhor qualidade.

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Links:

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larmontessori.com/
reolhar.com.br/
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Créditos:
Edição: Senhor A

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Quebra-cabeça novo

Pituca ganhou esse quebra-cabeça da dinda Fernanda quando tinha 3 meses. A idade indicada 3 anos. 😂

Foi pela primeira vez hoje pra nossa estante. Demonstrei pra ela uma vez e enquanto eu preparava o almoço, ela já fez uma vez sozinha.

Como já falei aqui, os brinquedos de montar eu deixo desmontados no cesto. Veja as próximas fotos. Isso convida a criança a montar. Foi uma dica maravilhosa que aprendi com Voila Montessori.

Uma refeição completa com Montessori #2 e 3 anos

 

Meus dois pimpolhos (2 e 3 anos) numa refeição completa inspirada na filosofia Montessori pondo a mesa, se servindo, comendo e limpando. De uns tempos pra cá essa tem sido nossa rotina. Começou de forma natural, um dia no jantar coloquei a mesa do escritório na cozinha e deu certo. Fui fazendo cada vez mais vezes e hoje todos os nossos almoços e jantares são mais ou menos assim.

Nem sempre acontece tudo de forma linda e fluida, a idéia não é ter mini adultos, mas dar espaço e estrutura para que a criança desenvolva seu potencial. Essa sequencia captada no vídeo fazem parte do que Montessori chamou de exercícios de Vida Prática, que envolvem o cuidado físico da pessoa e do ambiente. São exercícios que captam naturalmente a atenção da criança, porque ela observa os adultos fazendo todos os dias, muitas vezes por dia em casa. É uma imitação desejada.

Não existem padrões para exercícios da Vida Prática, eles devem seguir os padrões culturais da criança. Cada família deve fazer da forma que faça sentido dentro do seu ambiente e dos seus costumes. Guardada as individualidades, procure observar os “princípios Montessori de beleza e simplicidade, isolamento da dificuldade, sequência do simples para o complexo e preparação indireta”(Método Montessori de Paula P. Lillard).

Procuro usar utensílios que adultos usariam porém em tamanho adequado. Os copos de vidro ainda não ficam disponíveis por causa do caçula de 2 anos. Começamos apenas com colocar o jogo americano, talheres e prato e fomos acrescentando todos os outros passos gradualmente. Com relação a comida, primeiro eu servia a quantidade de comida que achava adequada. Agora eles se servem. No vídeo é curioso observar que por descuido deixei muitos pães disponíveis e o caçula pegou todos. Na verdade, primeiro colocou o da irmã, como ela não quis, ele ficou com todos. Não costumo tomar de volta algo que deixei disponível e tudo se ajusta na próxima vez.

Espero que de alguma forma esse vídeo ajude/inspire outras famílias. Um abraço.