Uma refeição completa com Montessori #2 e 3 anos

 

Meus dois pimpolhos (2 e 3 anos) numa refeição completa inspirada na filosofia Montessori pondo a mesa, se servindo, comendo e limpando. De uns tempos pra cá essa tem sido nossa rotina. Começou de forma natural, um dia no jantar coloquei a mesa do escritório na cozinha e deu certo. Fui fazendo cada vez mais vezes e hoje todos os nossos almoços e jantares são mais ou menos assim.

Nem sempre acontece tudo de forma linda e fluida, a idéia não é ter mini adultos, mas dar espaço e estrutura para que a criança desenvolva seu potencial. Essa sequencia captada no vídeo fazem parte do que Montessori chamou de exercícios de Vida Prática, que envolvem o cuidado físico da pessoa e do ambiente. São exercícios que captam naturalmente a atenção da criança, porque ela observa os adultos fazendo todos os dias, muitas vezes por dia em casa. É uma imitação desejada.

Não existem padrões para exercícios da Vida Prática, eles devem seguir os padrões culturais da criança. Cada família deve fazer da forma que faça sentido dentro do seu ambiente e dos seus costumes. Guardada as individualidades, procure observar os “princípios Montessori de beleza e simplicidade, isolamento da dificuldade, sequência do simples para o complexo e preparação indireta”(Método Montessori de Paula P. Lillard).

Procuro usar utensílios que adultos usariam porém em tamanho adequado. Os copos de vidro ainda não ficam disponíveis por causa do caçula de 2 anos. Começamos apenas com colocar o jogo americano, talheres e prato e fomos acrescentando todos os outros passos gradualmente. Com relação a comida, primeiro eu servia a quantidade de comida que achava adequada. Agora eles se servem. No vídeo é curioso observar que por descuido deixei muitos pães disponíveis e o caçula pegou todos. Na verdade, primeiro colocou o da irmã, como ela não quis, ele ficou com todos. Não costumo tomar de volta algo que deixei disponível e tudo se ajusta na próxima vez.

Espero que de alguma forma esse vídeo ajude/inspire outras famílias. Um abraço.

Metas 2018

Eu gosto dessa coisa de traçar metas e avaliar resultados.

Na próxima imagem eu coloquei as minhas metas em linhas gerais. Cada uma delas eu tento desdobrar e quantificar. Hehehe…Eu curto!

1️⃣ Há dez anos atrás eu dava aula para adultos e gostava, mas acabei tomando outros rumos na minha vida profissional. Em 2017, fiz uma especialização de Yoga para crianças e montei um projeto piloto no segundo semestre que foi um sucesso. Já garatimos a continuidade no Kurumi Espaço de Convívio e minha meta é ampliar essas aulas para outros espaços. Quem quiser pode acompanhar esse projeto pelo Yoga para Crianças.Meu marido e eu estamos construindo um planejamento financeiro para conseguir economizar uma grana ao longo desse ano. Se seguirmos esse planejamento conseguiremos realizar um grande sonho. Cenas dos próximos capítulos…

3️⃣ Ahimsa é o princípio do yoga da não violência. Minha meta é manter o que conseguir conquistar até aqui e aumentar para outros aspectos da minha vida e do meu corpo.

s metas de vocês para esse ano. Quem tiver com vontade de partilhar também, coloca aqui nos comentários.

ra tod@s nós

Lembranças locais

Nesse final de ano me esforcei para fugir das grandes marcas nos nossos presentes de Natal.

Para os adultos da família fizemos os Biscoitos de Especiarias compartilhado pela Diana do Taquid. Adorei.

A receita é uma delícia e facil de fazer com as crianças. Mesmo assim, esteja pronto para imprevistos. Aqui o caçula acabou se dando um banho de farinha de trigo! Acabei tendo que fazer a massa sozinha, mas eles adoram usar os cortadores (foto da abertura).

Depois de assar, embrulhei com guarda-napo temático e voilà!

Para as crianças, demos aventais infantis como esses que os meus estão usando na foto. Com o molde do Montessori Feito à Mão, comprei os tecidos e uma costureira amiga transformou tudo em presentes lindos. Como bem colocou a Carmen do Montessori Feito à Mão:

O avental desempenha, na sala de aula Montessori, uma função que vai além de manter as roupas limpas ou secas. Para muitos trabalhos, principalmente em vida prática, a colocação do avental é o ato inaugural, assim como a sua remoção indica que a criança terminou e que aquele trabalho está agora disponível.

Além disso, o avental Montessori é feito de forma que a criança possa colocá-lo e retirá-lo sozinho. Veja isso no nosso vídeo:/

Acabei fazendo todos os aventais para crianças até 4 anos e para meus sobrinhos mais velhos precisei comprar presentes prontos. Como eles passam férias na praia, optei por lindos bonés de uma loja soteropolitana.

Foi uma ótima experiência pra mim e todos os presenteados parecem ter gostado.

Atividades simultâneas com irmãos de idades diferentes

Aqui em casa tenho focado muito mais na filosofia Montessori (o respeito, a preparação e organização do ambiente, etc.) do que nas atividades em si, mas a verdade é que estávamos todos com saudade de um momento desses. Tomei coragem e propus uma atividade para cada um simultaneamente. O vídeo ficou bem auto-explicativo, mas complemento algumas outras reflexões no texto.

Para a mais velha (3 anos) propus uma classificação de cores com pinça para o controle e fortalecimento dos dedos para a escrita. Para o caçula de 1a8m propus transferência de sólidos, que é sempre bem recebido. Depois do primeiro ciclo da atividade com ambos concentrados, a mais velha quis trocar. Achei que ele ficou concentrado por mais tempo, apesar de mais novo. Ela está numa fase bem falante e isso acabou cortando a concentração de ambos, mas faz parte. Trabalhar tão proximamente na mesma mesa também não favorece a concentração, mas é a estrutura que tenho em casa e não tenho pretensão de fazer homeschooling. Outra consideração é que o fato de serem irmãos traz um sentimento de disputa quase permanente que pode ter influenciado o troca-troca.

No total a atividade deve ter durado 15 minutos. O final ficou confuso, mas o final das atividades (pelo menos aqui em casa) são sempre confusos, mesmo quando é um de cada vez. Tenho aprendido a não me incomodar. Fiz questão de não tirar esse trecho na edição para que conheçam como é aqui.

Está longe de ser uma situação ideal, apesar de terem começado as atividades lindamente concentrados. Seria melhor fazer com um de cada vez? Talvez. Mas tem sido quase impossível achar o momento bom pra cada um separadamente. Depois dessa experiência eu decidi que prefiro fazer dessa forma do que não fazer. Além disso, acredito que com a repetição alguns desses obstáculos vão se atenuando.

Rosa é coisa de…criança!

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Minha filha mais velha (3 anos) está numa fase rosa. Tudo é rosa, até o suco ela escolhe rosa. Meu filho mais novo (1a8m) também adora rosa. Ele sempre prefere os sapatos rosa da irmã ao invés dos dele. Eu tinha convicção que essa era uma preferencia socialmente imposta pra ela e para ele se tratava de uma mera imitação da irmã. Eu andava me perguntando de que forma eu poderia respeitar essa predileção sem exacerbar ainda mais e acabei de surpreendendo com algumas coisas que encontrei.

Engano meu achar que a preferencia por rosa era algo totalmente influenciado pelo meio social da minha filha. Um dos materiais mais clássicos do método Montessori é a Torre Rosa.  Eu ainda não tinha parado pra pensar o porquê da cor. Segundo Polina, mãe russa que tem um Instagram incrível, todas as crianças gostam da cor rosa. Maria Montessori observou isso e pintou sua torre de cubos dessa cor. Na época de em que viveu Montessori, o rosa era uma cor mais associados a meninos.

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Foto por Jess Liotta and Colin Liotta

Fui em busca de base científica que comprovasse essa prefrência a despeito do gênero da criança e encontrei esse artigo que diz:

Meninas e meninos diferem em suas preferências por brinquedos, como bonecos e caminhões. Essas diferenças de sexo estão presentes em lactentes, são observadas em primatas não humanos e relacionam-se, em parte, com a exposição prévia a androgênio. Esta evidência de influências inatas nas preferências de brinquedos tipificadas pelo sexo levou a sugestões de que características do objeto, como a cor ou a forma dos brinquedos, podem ser de interesse intrinsecamente diferente para homens e mulheres.  (Após o experimento se constatou que) não houve diferenças significativas de sexo nas preferências dos bebês para diferentes cores ou formas. Em vez disso, tanto as meninas quanto os meninos preferiam as cores avermelhadas em lugar do azul e as de formas redondas em lugar das angulares.” Arch Sex Behav. 2010 

Entendi que minha filha prefere rosa por outros motivos, mas é impossível negar a influência da industria de artigos infantis. “A feminilidade está sendo vendida às meninas – e também às mulheres – em embalagens cor-de-rosa. Mas a cor em si não parece ser o problema. O que preocupa … é o conceito de feminilidade que vem embutido no pacote.” (link para esse artigo).

Então o que eu tenho feito aqui é tentar desassociar o rosa do resto do pacote. O aniversário de 3 anos foi todo rosa, mas não foi de princesa, nem de bailarina. Foi rosa. Ela ganhou uns 4 kits de panelinha de aniversário, mas ficamos apenas com o que não era rosa. E assim vou tentando balancear.

Doação para o Dia das Crianças 

IMG-5160Já estava complicado deixar nossos guarda-roupas organizados e resolvi colocar em prática uma dica simples que aprendi numa palestra sobre Minimalismo para ajudar as crianças nesse processo de desapego. Vou compartilhar aqui o que é essa dica e como foi nossa experiência. 

Cada vez que faço o rodízio de brinquedos acabo identificando um ou outro que pode ser doado, mas com a proximidade do Dia das Crianças eu vi uma boa oportunidade de envolver meu filhos nessa tarefa e  conseguir de fato nos livrar do excesso.  O rodízio que fazemos nos ajuda a manter as crianças focadas e a casa organizada, mas a pilha de brinquedos fora do rodízio não parou de crescer.

A dica é essa: dê um limite físico (caixa, gaveta, estante) onde a criança deve  colocar tudo que o que ela não quer que seja doado e deixe ela livre para tomar a decisão.

As crianças entendem melhor limites físicos então é mais fácil envolvê-las dizendo: todas as suas bonecas tem que caber nessa caixa, as outras vamos separar para doar. Esse foi nosso exemplo aqui em casa, mas poderia ser com qualquer tipo de brinquedo ou outros objetos como roupas, material de artes, etc. O tamanho do limite físico vai depender do bom senso dos pais. No nosso caso, a caixa é a que fica guardada com as bonecas fora do rodízio.

Como era nossa primeira vez eu preferi focar só nas bonecas e dei uma caixa grande. Espalhamos todas elas no chão, ela foi brincando, escolhendo e conseguimos ficar com menos da metade. Achei que seria mais difícil para Pequerrucha (agora com 3 anos), mas ela aceitou super bem. Selecionou os brinquedos sem se chatear. Na verdade, parecia feliz em doar, o que me surpreendeu realmente. De certa forma, tínhamos nos preparado gradualmente pra esse momento. Constantemente  separamos as roupas que já não cabem mais e conversamos sobre quem vai receber. Fizemos um momento bem especial para embalar e decorar todas as mamadeiras e bicos que demos para um priminho que iria nascer. Acho que personificar a doação ajuda. Nas vezes que ela sentiu falta de um objeto ela mesma falou “era de Isa, mas demos para X”.

Esse também pode ser um bom momento para dar o exemplo usando essa ferramenta para desapegar das suas próprias coisas. Eu certamente estou precisando fazer urgentemente.

Então é isso. Encorajo todas as mães a fazerem essa experiência. As crianças sempre estão preparadas antes do que pensamos. Boa sorte e feliz Dia das Crianças.

Brincando de massinha com princípios Montessori

Massinha.capa1Toda criança adora massinha e, consequentemente, toda mãe adora massinha! As crianças ficam sentadas trabalhando por longos minutos e nós podemos fazer mil coisas, inclusive descansar observando-os. O aniversário de 3 anos da Pitchuca se aproxima e eu tinha colocado os brinquedos de massinha na minha lista de sugestão para aquelas pessoas mais próximas que sempre perguntam o que presentear, mas já mudei de ideia. Num desses dias de descanso/observação eu percebi como já temos todo kit necessário pra uma brincadeira aberta (em inglês oppen ended play). No texto falarei como temos usado a brincadeira de massinha seguindo os princípios Montessori e porque não acho que mais utensílios iriam contribuir.

Ainda que massinha não seja um material do método Montessori, ela é encontrada em escolas e casas que seguem o método porque podemos usar seus princípios para obter o máximo de proveito:

  • concentração
  • senso de ordem
  • independência
  • criatividade
  • refinamento sensorial e coordenação

Começando pela primeira e mais importante, a massinha é uma atividade que favorece a concentração das crianças. Isso toda mãe já pôde observar em casa. Só precisamos respeitar o momento e controlar nossos impulsos de falar e dirigir a atividade. Falei nessa postagem sobre a importância do silêncio e da concentração.

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Para que qualquer atividade desenvolva o senso de ordem nas crianças, especialmente as pequenas, elas devem ser simples. Fica mais fácil ordenar poucos itens para brincar e para guardar ao final. Facilita, também, o ordenamento mental da criança se os itens estiverem separados por categorias. Aqui em casa eu troquei as duas mochilinhas que vieram com as massinhas por tupperwares e uma caixa grande. Eu organizei em 3 categorias: utensílios (faca, rolo, etc), forminhas, e extrusor.

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Depois organizei juntamente as massinhas numa caixa grande.

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O processo dessa organização foi feito com as crianças. Aproveitamos para limpar todos os utensílios numa farrinha no banho.

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Depois da organização eu estou mais tendenciosa a doar algumas formas e carimbos do que pedir brinquedos similares.

Como estou buscando apoiar a independência no brincar, não é coerente dar-lhes brinquedos que elas dependam de mim para montar ou executar. Torres de cupcakes, salões de beleza e outros kits estão por hora descartados.

O motivo principal de ter optado por não querer esses brinquedos de massinha temáticos (cupcake, sorvete, pizza e personagens) é porque limita a criatividade da criança. Quando ela recebe um brinquedo que tudo (nome, caixa, aparatos) lhe direciona para brincar de uma determinada forma, é mais difícil que se permita fugir daquela proposta. Com apenas a massinha é possível fazer todos esses itens e muitos outros. Quando eles pegam essa caixa com utensílios genéricos a brincadeira pode começar sendo comida, depois relógio, depois roupa de boneca e mil outras coisas. Na maioria das escolas e casas Montessori em que há massinha, ela está na parte das artes.

“Estamos limitando a criatividade dos nossos filhos abarrotando eles de escolha? Ao dar-lhes muito? Ao ditar como eles vão brincar? Otis ainda é tão jovem. Tanto para explorar. How we Montessori (livre tradução Marina Barral)

Para o refinamento sensorial e coordenação a massinha é boa especialmente para mim que sou mãe de duas crianças com idades diferentes. Cada um sente necessidade de desenvolver movimentos diferentes e eles podem escolher com as opções de utensílios que temos qual sentem vontade de usar e ainda assim estarem na mesma brincadeira. O pequeno de 1,5 ano tem treinado muito o movimento de cortar e espetar. Eventualmente também a carretilha. Já a mais velha, de quase 3 anos, que tem esses movimentos bem dominados, vem optando por usar o extrusor. Há um mês ficou muito feliz de ter conseguido fazer o movimento sozinha.

As atividades de preparação de alimentos são uma parte importante do método Montessori. A massinha ajuda a desenvolver muitas das mesmas habilidades que as atividades de preparação de alimentos exige. Ainda dá para ter seu filho ajudando na preparação caseira da massinha e será outra ótima atividade inspirada em Montessori.

 

Parede da Paz

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Passados alguns meses pensando sobre a não violência, queríamos que nossa casa refletisse esse clima. Procurei imagens que também me servissem como lembretes de atitudes que eu gostaria de ter.  Encontrei todas de forma gratuita na internet, basta clicar na imagem para ir ao endereço de onde baixei.

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Respire. Essa imagem está aí para me lembrar de respirar e esperar pelo menos 3 segundos antes de reagir em alguma situação de conflito. Respirar também para me tornar disponível ao ritmo mais lento das crianças. Mudei muita coisa na nossa rotina para desacelerar. Cancelei quase todas as atividades deles e minhas que tivessem horários.

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Essa é uma imagem que ilustra os 4 passos da CNV (Comunicação Não Violenta): observação, sentimento, necessidade e pedido. Está em francês, mas foi a mais bonita e didática que encontrei. Em Maio de 2016 eu fiz um curso de CNV com a Carolina Nalon e venho tentando praticar desde então. Não dá para usar os 4 passos com as minhas crianças que ainda são pequenas, mas dá para usar os conceitos. O primeiro conceito que comecei a usar é o de que eu sou a única responsável pelos meus sentimentos.

“Os outros (…) são estímulos mas não a causa dos meus sentimentos. Uma prova disso é que eu posso passar pela mesma situação em diferentes momentos e sentir sentimentos diferentes. Gosto bastante do exemplo da fila do supermercado. Se eu estiver super cansada em uma quarta-feira à noite e for fazer compra em um supermercado lotado eu provavelmente vou ficar irritada, e se a mulher do caixa demorar um minuto a mais do que o normal a chance de eu ficar estressada é bem grande…

Se por outro lado eu estiver tranquila, relaxada e sem pressa, a mesma fila de supermercado talvez não tire um centímetro da minha paz.” – Carolina Nalon

Outro conceito que tenho usado: todos compartilham as mesmas necessidades humanas básicas, e cada uma de nossas ações são estratégias para atender uma ou mais dessas necessidades. Esse é o pulo do gato! Quando você aprende a enxergar que seu filho não está chorando desesperadamente porque quer sentar no carrinho do mercado, o carrinho é a estratégia que ele elaborou para atender qual necessidade? Talvez diversão? Veja aqui uma lista de necessidades humanas universais para ter uma idéia. Quando você identifica a necessidade consegue propor uma alternativa viável.

Tenho procurado usar alguns dos conceitos comigo também: identificar meus sentimentos e minhas necessidades antes de explodir e, a depender do caso, comunica-los a meus filhos.

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A imagem de Amelie Poulain está na parede para me lembrar que pequeníssimas atitudes podem mudar radicalmente o dia do outro.

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“É importante voltarmos a nos apaixonar pela dor do outro, a gastar tempo em silêncio pelo outro, a sentir o outro” – Feliz Simões. Nossos filhos começam a chorar e imediatamente tentamos calar o choro, seja dizendo que ele não tem motivo, seja tentando consolar. As vezes nossos filhos precisam colocar o sentimento pra fora em forma de lágrimas. Precisamos ter paz para esperar e para oferecer ajuda e empatia.

“Perder a paciência é perder a batalha” –  Gandhi. Essa é auto-explicativa.poster#35“Qual memória você vai criar hoje?” me lembra que sempre temos escolha e que nossas escolhas tem consequências. Por incrível que pareça o grito, a ameaça, a exigência da obediência são opções. A criança se jogou no chão, como você vai reagir?

poster#27Acabamos dizendo muitas coisas na negação e o “não” é um conceito difícil para a criança, principalmente para os bem pequenos, como meu caçula de 1,5 ano. Quero lembrar de sempre reformular a frase para dizer o que ele pode fazer.

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Símbolo da não violência, conhecido como mão do Ahimsa. É o primeiro e mais importante preceito ético de Yoga: O ser humano não deve agredir gratuitamente outro ser humano, nem os animais, nem a natureza em geral. Não deve agredir fisicamente, nem por palavras, atitudes ou pensamentos. Permitir que se perpetre uma agressão, podendo impedi-la e não o fazer, é acumpliciar-se no mesmo ato.

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“Deixa essa merda pra lá.” Não compre uma briga com uma criança, deixa pra lá. Encare como uma oportunidade de ensinar a ela a como lidar com essa situação. Você pediu pra seu filho calçar o sapato e ele insiste que não. Não continue na mesma tática de querer exigir obediência, mais vale a pena convencer seu filho de outras formas: que tal sair com um pé de cada sapato? Deixe pra lá a forma como os adultos reagiram com você quando você era criança. Nosso trabalho enquanto pais é de ir melhorando a humanidade a cada geração, se insistirmos em repetir, não sairemos do lugar. Concorda?

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Qualquer correção que a gente faça com amor será melhor absorvida pela criança do que a correção com grito. Existe uma expressão em inglês que gosto muito: “conect before correct” (conecte-se antes de corrigir). Procure se conectar fisicamente com a criança que está se comportando mal: abaixe-se, olhe no olho, toque nela. Dessa forma será mais fácil se conectar emocionalmente e ter empatia. Procure entender que todo mal comportamento é um pedido de ajuda.

* Esta imagem não está disponível para download. Comprei uma placa de madeira tipo essa.

 

Espero que tenham gostado das imagens e dos lembretes. Até mais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Barra no quarto

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Vicente já estava se apoiando em todos os móveis da casa para se erguer e decidimos que era finalmente hora de instalar a barra que estava guardada na dispensa há meses. A barra dá aos bebês um lugar seguro para praticar as novas habilidades de se erguer e andar de lado. Aqui nós colocamos uma barra de cortina de 90cm no quarto dele e ele tem aproveitado bastante.

O recomendado é que a barra tenha aproximadamente aprox. 2cm de diâmetro e esteja afastada do chão a aprox. 36cm do chão. A nossa aqui meu marido resolveu colocar mais alta, mas Vicente se virou direitinho. A idade que a maioria dos bebês começa a se segurar para se erguer é ao redor dos 9 meses, então já deixe a sua barra montada antes disso.

Vi uma dica interessante no grupo Montessori para Famílias do Facebook: pendurar alguns poucos objetos na barra para estimular que o bebê caminhe de uma ponta a outra. Aqui deu certo. Vide primeira foto.

Nós colocamos essa barra de 90cm no quarto, mas vocês podem ver na foto abaixo uma idéia legal para colocar uma barra maior no corredor.

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Barra do corredor. Blog Acaratapa.

Além de colocar a barra é oportuno fazer uma nova vistoria no quarto (e na casa) nesse período para verificar que todos os objetos onde a criança eventualmente possa se segurar são firmes e seguros (bancos, mesas, objetos de decoração).