Dia do livro – Minha lista de compras e indicações.

Promoção amazon

Post editado em 28/07/2018:

No dia do livro a Amazon fez uma super campanha e eu fiz a indicação de alguns livros com preços muito bons. A promoção terminou ontem e preciso retirar os preços que havia colocado, mas vou deixar as indicações porque é sempre válido.

Os livros que estou comprei:

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Bem brasileirinhos

Sinopse: O quarto livro da coleção faz uma homenagem aos bichos: um cd com oito poemas musicados por Paulo Bira, e com participação de uma turma pra lá de competente: Zeca Baleiro, Ná Ozzetti, Alzira Espíndola, Sérgio Espíndola e Mário Manga. Para ajudar ainda mais no aprendizado, o livro também traz um jogo de memória com os animais do livro.

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Mais brasileirinhos

Sinopse: Quem são, o que fazem, quanto medem, do que se alimentam, onde vivem, quem são seus predadores? Essas informações aliadas ao poema que Lalau compôs para cada animal e às ilustrações extremamente vivas de Laurabeatriz, permitem ao pequeno leitor não apenas conhecer mas fascinar-se pela fauna brasileira. Dessa vez, a brincadeira fica por conta da cobra periquitamboia, que se destaca para além das páginas convencionais do livro.

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Clarice Lispector

Sinopse: Clarice Lispector, uma anti escritora popular do Brasil, que rompeu as regras literárias e abandonou uma vida de princesa para voltar a sua terra. Escrevia contos, novelas e crônicas enquanto seus filhos brincavam ao seu redor, e tinha um cachorro louco que comia cigarros.

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A descoberta da criança

Sinopse: O livro A Descoberta da criança é uma síntese dos escritos em que Maria Montessori delineou o seu método pedagógico. Ela descreve o desenvolvimento psíquico e intelectual das crianças a partir dos resultados da experiência prática realizada na suas escolas. Com princípios inovadores, o Método Montessori revolucionou os parâmetros educativos, dando ênfase na autonomia, na liberdade e no respeito pelo ritmo de aprendizagem dos alunos.

Livros que tenho e recomendo que estão na promoção:

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Chapeuzinho Amarelo,

Esse livro a Pituca ganhou no aniversário de 3 anos e caiu como uma luva. Fala sobre medo e ela estava nessa fase de medo de fantasma, monstro, bruxa. Tem a quantidade de texto ideal para essa idade e vem com uma linguagem poética de Chico Buarque. Ela tem gostado muito da oportunidade de falar de medo e de imitar os trocadilhos do texto. Está entre os livros que indiquei no post: Livros para crianças a partir de 2 anos.

41zjf+ROAjL._SX333_BO1,204,203,200_.jpgComunicação Não-Violenta

A CNV (comunicação não-violenta) é uma ótima ferramenta para a vida, inclusive para adultos que estão procurando seguir os ensinamentos de Montessori do respeito profundo pela criança. Ano passado escrevi o texto Meu caminho rumo a violência zero os meus filhos e apesar de não ter citado explicitamente a CNV, ela faz parte do meu mapa e me ajuda diariamente. Caso esteja querendo saber um pouco mais sobre a CNV antes de comprar o livro, veja esse mini-curso gratuito com a Carolina Nalon.

51kTIK9ZgQL._SX343_BO1,204,203,200_.jpgMétodo Montessori

Paula P. Lillard é uma autoridade internacionalmente respeitada no método Montessori. Nada menos que 50 anos de experiência no método como professora, diretora e dona de escola Montessori. Além disso ela tem o dom da escrita, ela dá excelentes exemplos que lhe ajudam a compreender melhor a mensagem de Montessori. Tenho dois livros dela e adoro mesmo. Esse livro é uma ótima introdução a Montessori para quem está começando.

12 livros para ler com seu bebê

12 livros para ler com seu filho

Todos os 12 livros que recomendo aqui leio com meus filhos desde que eles tinham 3 meses até  hoje (a mais velha tem 2,5 anos). Todos atendem aos meus critérios básicos de livro para bebê:

  • Possuem páginas grossas para resistir ao manuseio do bebê e para facilitar que eles passem as páginas sozinhos;
  • Não tem elementos fantasiosos (fadas, animais falantes, casa de doce, …). A razão está aqui;
  • São bonitos, o que convida à leitura;
  • Possuem temas variados para servir de pretexto em nossas conversas.

Começarei colocando abaixo a lista completa com título, editora e preço.  Na sequência falo o que acho de cada um:

  1. Global Babies, Charlesbridge Publishing, R$ 30,21
  2. Filhotes do barulho, Tiger Tales, R$ 43,90
  3. Bichos do Sítio. Com meus dedinhos. Usborne, R$28,70
  4. Animais Fantásticos, Vale das Letras, R$ 49,90
  5. Da Cabeça aos Pés, Callis, R$ 39,70
  6. Baby Signs, Dial Books, R$ 27,80
  7. Baby Touch and Feel – Animal,  DK, R$ 13,70
  8. Filhotes, Zastras, R$ 22,90
  9. Conte de 1 a 5 – Sons divertidos, Usborne, R$ 42,90
  10. The wheels on the bus, Child’s Play, R$ 58,02
  11. A Incrível Caixa dos Animais Aquáticos (4 livros), PubliFolhinha, R$ 52,90
  12. Mãozinhas Pequenas: Fazenda, Corpo, Escola, Vrum! (5 livros), Yoyo Books, R$ 43,90

globalbabiesO Global Babies é o meu preferido. Adoro ele pela sua simplicidade e beleza. São 17 fotos de bebês de culturas ao redor do mundo. Com esse livro falo sobre diversidade étnica e cultural (formato dos olhos, roupas, adereços, a forma com que a mãe leva o bebê, etc) e também sobre sentimentos e emoções (sono, alegria, susto, frio, etc). Não tem nada que eu não goste nesse livro.

filhotesdobarulho O Filhotes do Barulho Vicente ganhou de presente de aniversário e foi uma grata surpresa. O que mais gosto nele é a qualidade da imagem com fotos lindíssimas de bichos reais. Não sou muito fã de livros com barulho, mas as crianças gostam bastante. O único ponto negativo do livro é que os botões que acionam os barulhos são um pouco duros. Vicente ainda não consegue sozinho, Isa sim.

bichosdositioO Bichos do Sítio é um livro de ilustrações e janelas interativas. Destaque para as janelas interativas embutidas que são à prova de bebês (que é o que precisamos quando as mãozinhas ainda estão aperfeiçoando as habilidades). O tema de bichos é bem comum, mas esse trás certa interação entre eles: gato que toma o leite da vaca, o cachorro que corre atrás da ovelha, …

animaisfantasticosAnimais Fantásticos é um livro grande, de quase 30cm. Gosto por se tratar de fotos reais e por conter animais da nossa fauna, o que permite conversar sobre eles com as crianças. O que eu não gosto é que ele mistura animais de diferentes ecossistemas no mesmo livro e para mentes absorventes isso pode ser um pouco confuso. Os sons sempre agradam os pequenos e nesse livro são fáceis de apertar.

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Da Cabeça aos Pés é um livro de ilustrações que convida os pequenos a imitarem os movimentos do animais (gorila, elefante, pinguim, girafa, etc.). Desde de que Isa tem ~1,5 ano ela imita e se diverte muito com isso. Em forma de brincadeira, a criança vai ganhando noção do próprio corpo e do que ele é capaz de fazer. Aqui em casa é sucesso absoluto. É verdade que as ilustrações não são das mais realistas, mas também não são fantasiosas. Infelizmente esse é mais um livro que mistura animais de diferentes ecossistemas.

babysignsO intuito do livro é ajudar os pais a ensinarem a linguagem dos sinais para seus bebês. Mesmo para famílias que não estão muito interessadas nesse objetivo, que foi o meu caso, o Baby Signs é um livro bacana. Como ele mostra elementos do dia a dia de um bebê, pode servir de pretexto para conversar sobre a rotina. O que eu não gosto é que ele mostra o bebê “se comportando mal”, como por exemplo jogando a comida no chão. Isso é complicado de explicar para bebês bem pequenos.

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Outro livro bonito, com fotos reais e texturas. Baby Touch and Feel – Animals, é bom para falar dos animais. Gosto nele a capa acolchoada e da simplicidade. Bom para bebês pequenos porque as fotos não tem “background”, são apenas os animais no fundo de cor sólida, aumentando o contraste. Por ser de tamanho médio (13cm) é ótimo para ser colocado em pé no chão para a prática de bruços de bebês entre 2 e 7 meses.

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Filhotes é um livro de ilustrações de animais com abas interativas. Seu ponto positivo é mostrar que todos os bichos tem seus “bebês”. Esse é um tema muito legal de conversar com as crianças. Ponto negativo: as abas não são a prova de bebês. Uma vez, quando Isa tinha 1 ano, e estávamos só as duas no carro, eu entreguei esse livro para ela ir se distraindo na viagem. Quando chegamos, ela tinha comido metade de uma das abas.

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Livro de ilustrações de animais com sons. Como o título já diz, Conte de 1 a 5 tem o bônus de tratar divertidamente sobre quantidade. Essa noção está presente de duas formas: quantidade de bichos na página e quantidade de vezes que o bicho emite seu som. Na primeira página tem uma vaca e no botão “1” ela muge uma vez. Na segunda página tem duas ovelhas e no botão “2” tem dois berros. E por aí vai.

thewheelsonthebusThe wheels on the bus é um livro de ilustrações que retrata a canção de mesmo nome. Quando as crianças são novinhas lemos o livro apontando os elementos para ampliar vocabulário. Com Isa que já está com 2,5 anos a graça é fazer piada com as cena de diferentes personagens que estão correndo para pegar o ônibus. A cada pessoa que entra o o ônibus notamos como ela interferiu no grupo que estava dentro.

incrivelcaixaA coleção da Incrível Caixa dos Animais Aquáticos é a única que conheço que se preocupa em selecionar os animais em categorias: animais do fundo do oceano, os grandes animais marinhos, os divertidos animais da lagoa, os animais do rio e do mar. Os livros são curtos e interessantes por ter uma boa mescla de ilustração, foto e textura. Além dessa variedade visual e sensorial, traz informações em texto sobre hábitos e características dos animais escolhidos. Seu defeito é ser difícil de encontrar atualmente.

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Mãozinhas Pequenas é uma coleção que vem numa caixa. Legal por trazer temas variados, servem de apoio para ampliar o vocabulário com os nomes de meios de transporte, brinquedos, partes do corpo, o que tem na escola e na fazenda. Como os livros são pequenos, cerca de 10x10cm, são os que eu deixo numa cestinha ao lado do penico para ler com Isa no banheiro.

Querid@s leitor@s, essa postagem possui links afiliados. Isso significa que caso você se interesse por algum dos livros que eu indiquei e comprar através dos meus links eu ganho uma comissão. Todos eles são livros que eu comprei para os meus filhos e gostei. Obrigada!

Fora das grades

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“Motricidade livre, o que é?

É favorecer o despertar da criança sem trancá-lo.

É favorecer um espaço em solo adaptado.”

Continuando nossa série com as lindas ilustrações de Bougribouillons. As anteriores você acha aqui e aqui.

Claro que o ideal é transformar toda a casa em um lugar seguro para a criança circular livremente, afinal a casa é dela também. Mas eu sei que isso não é só difícil, é quase impossível. Aqui em casa há 3 ambientes que as crianças ainda não podem circular livremente: a área de serviço (mesmo estando os produtos de limpeza em caixas), a dispensa (ainda é muito tentador ver tantos grão e potes e não mexer sem estragar) e embaixo da mesa do computador (por conta de um fio longo que ainda não resolvemos).

Se você ainda não preparou sua casa, reconsidere. Está entre as coisas mais importantes que você venha a fazer por sua família:

“Repetimos incansavelmente neste blogue: em casa, a casa basta. Na sua casa, você não precisa necessariamente de brinquedos criativos e inovadores. Sua casa, do jeito que ela é, adaptada para a criança, é suficiente. Vocês podem fazer de tudo, e ela pode fazer de tudo, nos cuidados com a casa, consigo e com os outros, desde limpar o vidro de uma janela, até preparar uma salada de frutas para o lanche de vocês.”

Gabriel Salomão, Lar Montessori – Aspectos de Montessori em Casa

Então se na sua casa, a sua realidade é que só dá para adaptar um ambiente (ainda), tudo bem. O importante é que nesse local ele possa acessar as coisas livremente. E só pra ficar claro, um ambiente não é um cercadinho. É um lugar que você se sentiria confortável em passar a maior parte do seu dia. Também não vale variar o confinamento: do cercado para a cadeira de balanço, para a cadeira de alimentação, para o sling, para o bebê conforto…

Uma vez vi uma mãe no Youtube dizendo que não mudou nada em sua casa depois que as crianças nasceram, porque tudo se tornaria uma oportunidade de ensiná-las que algumas coisas são proibidas. Não sei se ela continua com essa postura, mas eu vou resumir meu ponto de vista numa frase que é um mantra para muitas mães: “escolha bem suas batalhas”. Teremos muitas oportunidades de ensinar para as criança de que elas não podem mexer em tudo, mas não faça disso um objetivo de vida. Será cansativo para você, para a criança e irá minar sua auto-confiança. Imagine ouvir o tempo todo em sua própria casa: “não pode”, “tenha cuidado”.

Tenha em mente uma coisa, crianças demoram para adquirir a habilidade de controlar os seus impulsos. Isso só começa aos 12 meses e leva muitos anos de aperfeiçoamento. Imagino que você se dê conta disso quando se vê, no alto dos seus vinte ou trinta anos, sem conseguir resistir a uma barra de chocolate. Não espere nenhum auto-controle de uma criança menor de 12 meses. Não significa que você irá deixa-lo fazer tudo o que quer, significa que você vai estabelecer os limites necessários com gentileza e quantas vezes forem necessárias. Veja bem, com 12 meses eles ainda estão iniciando a compreender o que é esse auto-controle. Significa que as vezes, eles irão conseguir parar de bater a colher na mesa porque o barulho te incomoda. Meu conselho: tire do alcance das crianças tudo o que você não quer que eles mexam e que seja viável tirar, elevar, trancar. Mesmo naqueles ambientes que não serão adaptados completamente, diminua ao máximo seus momentos de embate.

Invista na adaptação da sua casa, invista dedicação, invista tempo, invista criatividade. Talvez depois tudo isso, você perceba que adaptar a casa não é necessariamente um investimento financeiro. Aqui o importante é a funcionalidade. Não dá pra comprar a cama casinha? Vende o berço, fica com o colchão no chão e com o dinheiro compra uns cestos para disponibilizar livros e objetos para o bebê explorar. Não dá pra comprar o chocalho de madeira? Procura na cozinha algo que não ofereça risco. Bebês amam objetos cotidianos.

Na hora de começar, eu diria que o mais difícil  é investir dedicação. Talvez você tenha que convencer outras pessoas envolvidas. Qual será a melhor tática com cada uma delas? Talvez seja abrir mão de ter razão. Porque na hora que você comprou aquela cama de solteiro para o quarto do bebê você tinha certeza que seria muito usada. E agora é difícil admitir, mesmo depois de meses sem ser usada como cama, que você errou nessa compra. As vezes a gente não quer tirar a cama porque é da avó que mora longe e visita o bebê todo mês. Como é difícil falar para essa avó amorosa e dedicada que ela ficará num lugar um pouco menos confortável eventualmente, porque a cama dela deu lugar a um espaço livre e seguro para a criança usar todos os dias.

Da minha experiência e da minha realidade, vale a pena todo esse investimento. Desejo boa sorte a tod@s que iniciarem esse movimento e contem comigo para ideias e opiniões.

Tudo tem seu tempo.

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“Motricidade livre, o que é?

É não colocar a criança numa posição que ela não conquistou sozinha e da qual ela não pode sair sozinha.

É permitir que ela desenvolva sua autonomia assim como sua autoconfiança.”

Essa é a segunda ilustração de uma série de cinco que estou compartilhando no blog. Os desenhos são de Bougribouillons.

“A autoconfiança é um sentimento interno de poder confiar nos próprios recursos, que vem da experiência do trabalho ativo no ambiente usando o movimento livre.É a sensação de poder pessoal na solução de problemas, e esse sentimento de poder permanece em uma pessoa para sempre.No futuro, o objetivo irá mudar (de alcançar um objeto interessante, como uma bola colorida, para fazer a lição de casa, e assim por diante), mas a situação psicológica permanece a mesma;algo lhe interessa, você precisa fazer alguma coisa e está confiante de que tem a capacidade de fazê-lo. Movimentos ativos nos primeiros meses de vida proporcionam a experiência global mente-corpo da qual a autoconfiança é derivada, e com este instrumento muito valioso, é possível enfrentar os desafios da vida.”
Dr.Silvana Montanaro, formadora de professores Montessori 0-3

Motricidade livre é uma expressão cunhada pela comunidade Pikler, que tem muitos dos seus fundamentos em consonância com o método Montessori, mas existem também algumas divergências. No geral, tanto Montessori como Pikler  são contra dispositivos de confinamento para bebês (cadeira de balanço, cercadinho, etc), bem como dispositivos que pretendem “acelerar” o desenvolvimento natural da criança e ao mesmo tempo a deixam confinadas (cadeira bumbo, andadores, etc).

Um dos pontos de discordância está no “tempo de bruços” (livre tradução minha para o Tummy Time). Autoras renomadas do método Montessori (como Susan Stephenson e Paula Lillard) orientam claramente a posicionar o bebê de bruços gradativamente desde os seus primeiros dias de vida. Já a abordagem Pikler acredita que os bebês devem entrar e sair sozinhos dessa posição.

Existem bons argumentos dos dois lados, mas eu fiquei com as orientações do método Montessori, que é também a orientação da maioria dos pediatras americanos. Para mais detalhes sobre como praticar o tempo de bruços com o bebê, por favor leia este meu post. Nele também você vai encontrar os argumentos que me fizeram ir por essa linha.

Para a postura sentada é diferente, mesmo o método Montessori recomenda que a criança raramente seja posicionada assim, ela deve poder chegar nessa posição sozinha. E quando posicionada deve ser por períodos muito curtos.

Posicionar o bebê numa postura que ele ainda não está pronto para atingir pode lhe causar lesões físicas, como também minar sua auto-confiança. A criança tem um guia interno que sabe exatamente quando é o melhor momento para aprender a engatinhar, sentar, levantar e andar. Ela precisa respeitar esse guia interno e acreditar nos seus próprios esforços.

Tira o bebê da cadeira!

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“Motricidade livre, o que é?

É permitir que a criança descubra seu corpo, explore suas habilidades.É permitir que a criança mova para o próximo estágio de suas habilidades motoras, como ele deseja, quando quiser.”

Hoje compartilho aqui uma das ilustrações da série sobre Motricidade Livre do blog Bougribouillons. São 5 desenhos no total, os próximos virão nos dias que seguem.

A liberdade de movimento é a coisa mais preciosa para um bebê, desde o seu nascimento. Montessori já dizia que o desenvolvimento natural da criança se resume a uma série de conquistas de independência e a de movimento é a primeira delas:

“Como ele consegue essa independência?Ele faz isso por meio de uma atividade contínua.Como ele se torna livre?Por meio de esforço constante.… Sabemos que o desenvolvimento resulta da atividade.O ambiente deve ser rico em motivos que interessem à atividade e convide a criança a conduzir suas próprias experiências. ”(Maria Montessori: A Mente Absorvente)

Eu já estava com saudades de falar de bebês pequenos por aqui. Meu caçula completou 2 anos há dois meses e já é um bebê enorme.

Visita à Biblioteca e indicação de livros

Recentemente fomos pela primeira vez na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato em Salvador. Foi uma experiência muito legal. Como nesse mês de abril é comemorado o dia internacional do livro infantil, me senti a impelida a compartilhar essa experiência e indicações de livros.

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Eu ainda não tinha pensado em levar as minhas crianças de 2 e 3,5 anos na biblioteca, até que vi a Alice, do Montessoriando, com essa idade devolvendo seus livros toda prosa (vídeo). Nesse momento também me dei conta como meus filhos conheciam bem uma livraria, mas não uma biblioteca. E ainda que as livrarias tenham agora cadeiras e mesas para folhear o livro, a biblioteca ainda é bem mais legal.

A biblioteca inspira calma, silêncio e só espera de você uma coisa: ler! Na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato fomos muito bem recebidos pelo porteiro do prédio, pelas bibliotecárias e pela moça da limpeza. De pronto nos foi explicado que poderíamos pegar qualquer livro, folhear, ler, apenas não deveríamos tentar devolver na prateleira. As bibliotecárias fariam isso. Com 2 e 3,5 anos, as crianças já dominaram o ambiente, escolheram seu próprios livros e fizeram cadastro em seus nomes.

A biblioteca também oferece outras tantas atividades: oficinas, contação de histórias, projeção de filmes. Procure sua biblioteca pública local para mais informações. Aqui em Salvador, você pode acompanhar pela página Bibliotecas da Bahia no Facebook.

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Linda exposição

Depois desse dia das fotos, Tchuca e eu já voltamos lá na biblioteca para trocar os livros. Fomos de transporte público e foi toda uma nova experiência a parte.

Segue aqui nossas recomendações de leitura de livros que pegamos na biblioteca:

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Belinda, Bailarina de Amy Yong – Editora Ática.

A minha menina adora tudo que envolve rosa, bailarinas e tudo que você pode pensar de clichê sobre meninas. Nunca foi estimulado, muito pelo contrário, ficamos tentando balancear isso. Por isso esse livro é um achado. Porque a temática típica da bailarina, tráz uma mensagem sobre resiliência. É uma ótima oportunidade para falar de diferenças físicas, auto-estima e perseverança.

 

 

pgl1-ok.jpgPara gostar de ler, Volume 1 – Editora Ática

Esse é para as mães e pais. São crônicas que só esses autores aí do lado sabem fazer. Ao mesmo tempo poderia ser um livro de educação infantil porque muitas dessas crônicas assumem a perspectiva da criança na relação com o adulto. Boas reflexões nesse livro.B

(Se for comprar o livro, atente que a capa da edição mais nova mudou)

 

 

 

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Beleza Negra, a autobiografia de um cavalo de Anna Sewell – Companhia das Letrinhas

Para falar sinceramente, não cheguei a ler a história. O caçula de 2 anos, ainda é muito novo para essa narrativa, porém é um livro rico em informações e ilustrações factuais nas laterais. Veja abaixo o vídeo da parte interna do livro. O meu pequeno está numa fase de paixão por cavalos e com esse livro eu aprendi um pouco sobre as partes do corpo do cavalo, acessórios de montaria e várias outras coisas. (Não sei dizer se a nova edição também possui tudo isso). Quem sabe falaremos disso futuramente. Ele gosta mesmo é de poder folhear um livro que tem cavalos em todas as páginas.

 

 

 

 

 

 

 

Vamos para a Orquestra

Hoje Salvador completa 469 anos. Parabéns #salvadômeuamô 🎂

A OSBA @orquestrasinfonicadabahia fará um concerto comemorativo na nossa Concha Acústica.

Vamos levar as crianças e tô bem animada. Eles tem um livro interativo que fala da orquestra e amam.

A interação com o mundo, com a natureza, são mais importantes que qualquer livro, qualquer atividade, qualquer material.

Hoje a pirralhada vai dormir um pouco mais tarde sim..

Falando de autonomia no podcast Gerando Novas Histórias

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Olha que honra a minha! Estreei no mundo do podcast falando no Gerando Novas Histórias (GNH), um canal que sempre escuto. Daiana me convidou para conversarmos sobre autonomia e ficou muito legal. Falamos um pouco dos conceitos do método Montessori e muitos exemplos práticos. Vale a pena, escuta aí:

O GNH traz neste episódio Marina Barral, estudiosa da filosofia Montessori, para falar sobre o desenvolvimento da autonomia infantil.
Foi um bate-papo delicioso, super esclarecedor e com muitas dicas práticas.
Sério, não deixem de ouvir. Eu já coloquei em prática alguns aprendizados e deu super-certo!

Este episódio faz parte da campanha #OPodcastEDelas2018, que objetiva dar visibilidade à participação das mulheres na mídia podcast em todo o mês de Março. Busque pela hashtag em todas as redes sociais e deliciem-se com conteúdos variados e da melhor qualidade.

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Links:

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Créditos:
Edição: Senhor A

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Quebra-cabeça novo

Pituca ganhou esse quebra-cabeça da dinda Fernanda quando tinha 3 meses. A idade indicada 3 anos. 😂

Foi pela primeira vez hoje pra nossa estante. Demonstrei pra ela uma vez e enquanto eu preparava o almoço, ela já fez uma vez sozinha.

Como já falei aqui, os brinquedos de montar eu deixo desmontados no cesto. Veja as próximas fotos. Isso convida a criança a montar. Foi uma dica maravilhosa que aprendi com Voila Montessori.