Visita à Biblioteca e indicação de livros

Recentemente fomos pela primeira vez na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato em Salvador. Foi uma experiência muito legal. Como nesse mês de abril é comemorado o dia internacional do livro infantil, me senti a impelida a compartilhar essa experiência e indicações de livros.

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Eu ainda não tinha pensado em levar as minhas crianças de 2 e 3,5 anos na biblioteca, até que vi a Alice, do Montessoriando, com essa idade devolvendo seus livros toda prosa (vídeo). Nesse momento também me dei conta como meus filhos conheciam bem uma livraria, mas não uma biblioteca. E ainda que as livrarias tenham agora cadeiras e mesas para folhear o livro, a biblioteca ainda é bem mais legal.

A biblioteca inspira calma, silêncio e só espera de você uma coisa: ler! Na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato fomos muito bem recebidos pelo porteiro do prédio, pelas bibliotecárias e pela moça da limpeza. De pronto nos foi explicado que poderíamos pegar qualquer livro, folhear, ler, apenas não deveríamos tentar devolver na prateleira. As bibliotecárias fariam isso. Com 2 e 3,5 anos, as crianças já dominaram o ambiente, escolheram seu próprios livros e fizeram cadastro em seus nomes.

A biblioteca também oferece outras tantas atividades: oficinas, contação de histórias, projeção de filmes. Procure sua biblioteca pública local para mais informações. Aqui em Salvador, você pode acompanhar pela página Bibliotecas da Bahia no Facebook.

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Linda exposição

Depois desse dia das fotos, Tchuca e eu já voltamos lá na biblioteca para trocar os livros. Fomos de transporte público e foi toda uma nova experiência a parte.

Segue aqui nossas recomendações de leitura de livros que pegamos na biblioteca:

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Belinda, Bailarina de Amy Yong – Editora Ática.

A minha menina adora tudo que envolve rosa, bailarinas e tudo que você pode pensar de clichê sobre meninas. Nunca foi estimulado, muito pelo contrário, ficamos tentando balancear isso. Por isso esse livro é um achado. Porque a temática típica da bailarina, tráz uma mensagem sobre resiliência. É uma ótima oportunidade para falar de diferenças físicas, auto-estima e perseverança.

 

 

pgl1-ok.jpgPara gostar de ler, Volume 1 – Editora Ática

Esse é para as mães e pais. São crônicas que só esses autores aí do lado sabem fazer. Ao mesmo tempo poderia ser um livro de educação infantil porque muitas dessas crônicas assumem a perspectiva da criança na relação com o adulto. Boas reflexões nesse livro.B

(Se for comprar o livro, atente que a capa da edição mais nova mudou)

 

 

 

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Beleza Negra, a autobiografia de um cavalo de Anna Sewell – Companhia das Letrinhas

Para falar sinceramente, não cheguei a ler a história. O caçula de 2 anos, ainda é muito novo para essa narrativa, porém é um livro rico em informações e ilustrações factuais nas laterais. Veja abaixo o vídeo da parte interna do livro. O meu pequeno está numa fase de paixão por cavalos e com esse livro eu aprendi um pouco sobre as partes do corpo do cavalo, acessórios de montaria e várias outras coisas. (Não sei dizer se a nova edição também possui tudo isso). Quem sabe falaremos disso futuramente. Ele gosta mesmo é de poder folhear um livro que tem cavalos em todas as páginas.

 

 

 

 

 

 

 

Vamos para a Orquestra

Hoje Salvador completa 469 anos. Parabéns #salvadômeuamô 🎂

A OSBA @orquestrasinfonicadabahia fará um concerto comemorativo na nossa Concha Acústica.

Vamos levar as crianças e tô bem animada. Eles tem um livro interativo que fala da orquestra e amam.

A interação com o mundo, com a natureza, são mais importantes que qualquer livro, qualquer atividade, qualquer material.

Hoje a pirralhada vai dormir um pouco mais tarde sim..

Falando de autonomia no podcast Gerando Novas Histórias

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Olha que honra a minha! Estreei no mundo do podcast falando no Gerando Novas Histórias (GNH), um canal que sempre escuto. Daiana me convidou para conversarmos sobre autonomia e ficou muito legal. Falamos um pouco dos conceitos do método Montessori e muitos exemplos práticos. Vale a pena, escuta aí:

O GNH traz neste episódio Marina Barral, estudiosa da filosofia Montessori, para falar sobre o desenvolvimento da autonomia infantil.
Foi um bate-papo delicioso, super esclarecedor e com muitas dicas práticas.
Sério, não deixem de ouvir. Eu já coloquei em prática alguns aprendizados e deu super-certo!

Este episódio faz parte da campanha #OPodcastEDelas2018, que objetiva dar visibilidade à participação das mulheres na mídia podcast em todo o mês de Março. Busque pela hashtag em todas as redes sociais e deliciem-se com conteúdos variados e da melhor qualidade.

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Links:

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Créditos:
Edição: Senhor A

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Quebra-cabeça novo

Pituca ganhou esse quebra-cabeça da dinda Fernanda quando tinha 3 meses. A idade indicada 3 anos. 😂

Foi pela primeira vez hoje pra nossa estante. Demonstrei pra ela uma vez e enquanto eu preparava o almoço, ela já fez uma vez sozinha.

Como já falei aqui, os brinquedos de montar eu deixo desmontados no cesto. Veja as próximas fotos. Isso convida a criança a montar. Foi uma dica maravilhosa que aprendi com Voila Montessori.

Uma refeição completa com Montessori #2 e 3 anos

 

Meus dois pimpolhos (2 e 3 anos) numa refeição completa inspirada na filosofia Montessori pondo a mesa, se servindo, comendo e limpando. De uns tempos pra cá essa tem sido nossa rotina. Começou de forma natural, um dia no jantar coloquei a mesa do escritório na cozinha e deu certo. Fui fazendo cada vez mais vezes e hoje todos os nossos almoços e jantares são mais ou menos assim.

Nem sempre acontece tudo de forma linda e fluida, a idéia não é ter mini adultos, mas dar espaço e estrutura para que a criança desenvolva seu potencial. Essa sequencia captada no vídeo fazem parte do que Montessori chamou de exercícios de Vida Prática, que envolvem o cuidado físico da pessoa e do ambiente. São exercícios que captam naturalmente a atenção da criança, porque ela observa os adultos fazendo todos os dias, muitas vezes por dia em casa. É uma imitação desejada.

Não existem padrões para exercícios da Vida Prática, eles devem seguir os padrões culturais da criança. Cada família deve fazer da forma que faça sentido dentro do seu ambiente e dos seus costumes. Guardada as individualidades, procure observar os “princípios Montessori de beleza e simplicidade, isolamento da dificuldade, sequência do simples para o complexo e preparação indireta”(Método Montessori de Paula P. Lillard).

Procuro usar utensílios que adultos usariam porém em tamanho adequado. Os copos de vidro ainda não ficam disponíveis por causa do caçula de 2 anos. Começamos apenas com colocar o jogo americano, talheres e prato e fomos acrescentando todos os outros passos gradualmente. Com relação a comida, primeiro eu servia a quantidade de comida que achava adequada. Agora eles se servem. No vídeo é curioso observar que por descuido deixei muitos pães disponíveis e o caçula pegou todos. Na verdade, primeiro colocou o da irmã, como ela não quis, ele ficou com todos. Não costumo tomar de volta algo que deixei disponível e tudo se ajusta na próxima vez.

Espero que de alguma forma esse vídeo ajude/inspire outras famílias. Um abraço.

Metas 2018

Eu gosto dessa coisa de traçar metas e avaliar resultados.

Na próxima imagem eu coloquei as minhas metas em linhas gerais. Cada uma delas eu tento desdobrar e quantificar. Hehehe…Eu curto!

1️⃣ Há dez anos atrás eu dava aula para adultos e gostava, mas acabei tomando outros rumos na minha vida profissional. Em 2017, fiz uma especialização de Yoga para crianças e montei um projeto piloto no segundo semestre que foi um sucesso. Já garatimos a continuidade no Kurumi Espaço de Convívio e minha meta é ampliar essas aulas para outros espaços. Quem quiser pode acompanhar esse projeto pelo Yoga para Crianças.Meu marido e eu estamos construindo um planejamento financeiro para conseguir economizar uma grana ao longo desse ano. Se seguirmos esse planejamento conseguiremos realizar um grande sonho. Cenas dos próximos capítulos…

3️⃣ Ahimsa é o princípio do yoga da não violência. Minha meta é manter o que conseguir conquistar até aqui e aumentar para outros aspectos da minha vida e do meu corpo.

s metas de vocês para esse ano. Quem tiver com vontade de partilhar também, coloca aqui nos comentários.

ra tod@s nós

Lembranças locais

Nesse final de ano me esforcei para fugir das grandes marcas nos nossos presentes de Natal.

Para os adultos da família fizemos os Biscoitos de Especiarias compartilhado pela Diana do Taquid. Adorei.

A receita é uma delícia e facil de fazer com as crianças. Mesmo assim, esteja pronto para imprevistos. Aqui o caçula acabou se dando um banho de farinha de trigo! Acabei tendo que fazer a massa sozinha, mas eles adoram usar os cortadores (foto da abertura).

Depois de assar, embrulhei com guarda-napo temático e voilà!

Para as crianças, demos aventais infantis como esses que os meus estão usando na foto. Com o molde do Montessori Feito à Mão, comprei os tecidos e uma costureira amiga transformou tudo em presentes lindos. Como bem colocou a Carmen do Montessori Feito à Mão:

O avental desempenha, na sala de aula Montessori, uma função que vai além de manter as roupas limpas ou secas. Para muitos trabalhos, principalmente em vida prática, a colocação do avental é o ato inaugural, assim como a sua remoção indica que a criança terminou e que aquele trabalho está agora disponível.

Além disso, o avental Montessori é feito de forma que a criança possa colocá-lo e retirá-lo sozinho. Veja isso no nosso vídeo:/

Acabei fazendo todos os aventais para crianças até 4 anos e para meus sobrinhos mais velhos precisei comprar presentes prontos. Como eles passam férias na praia, optei por lindos bonés de uma loja soteropolitana.

Foi uma ótima experiência pra mim e todos os presenteados parecem ter gostado.

15 livros para crianças a partir de 2 anos

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Nessa postagem indico 15 livros para crianças de 2 a 6 anos.  São livros que tenho e gosto muito de ler com meus filhos. Meu critério de seleção são:

  • Não ter elementos fantasiosos (fadas, animais falantes, casa de doce, …). A razão está aqui;
  • São bonitos, o que convida à leitura;
  • Possuem temas variados para servir de pretexto em nossas conversas.

Começarei colocando abaixo a lista completa com título, editora e preço.  Na sequência falo o que acho de cada um:

  1. Chapeuzinho Amarelo, Grupo Autêntica, R$22,70
  2. Chuva de Manga, Brinque-Book, R$29,80
  3. Telefone sem fio, Companhia das Letrinhas, R$25,00
  4. Bocejo, Companhia das Letrinhas, R$33,30
  5. Tapajós, Brinque-Book, R$27,96
  6. Quem Procura, Acha. Desafio no Zoológico, Usborne, R$31,40
  7. Little Yoga: A Toddler’s First Book of Yoga, Henry Holt & Company, R$34,67
  8. Espaço. Meu Primeiro Livro, Usborne, R$40,90
  9. Dia Noite, Paulus, R$16,80
  10. Eu só Só eu, Peirópolis, R$34,04
  11. Juju Bacana, Matrix, R$21,90
  12. Uma Vizinhança e Mais do que Casas, Todolivro, R$21,15
  13. Albert 3, Farol Literário, R$16,92
  14. Poeminhas da Terra, Pulo do Gato, R$17,50
  15. Estou Crescendo. Aprendendo a Usar o Banheiro!, Todolivro, R$47,50

chapeuzinho amarelo

Esse livro a Pituca ganhou agora no aniversário de 3 anos e caiu como uma luva pra nossa situação. Fala sobre medo e ela agora está nessa fase de medo de fantasma, monstro, bruxa. Tem a quantidade de texto ideal para essa idade e vem com uma linguagem poética de Chico Buarque. Ela tem gostado muito da oportunidade de falar de medo e de imitar os trocadilhos do texto.

 

14. chuva de mangaAtualmente o nosso livro favorito. A história se passa no Chade e faz um paralelo entre o ciclo de vida de uma árvore e uma idéia. Ilustrações lindas, pouco texto, mas cheio de poesia em ambos. Estou adorando mostrar pra Pituca sobre os costumes diferentes dos nossos: como as pessoas carregam coisas na cabeça, amarram os bebes nas costas, comem no chão, …

 

telefone sem fio

Os dois livros da parceria de Ilan Brenman com Renato Moriconi são maravilhosos. Ambos sem texto e com ilustrações que daria para emoldurar. Eles tem um tamanho maior que o convencional (35,6 x 26,2cm) e papel fosco. Nesse livro  um personagem ocupa toda a folha de um lado e o mesmo na outra página fazendo a brincadeira do telefone sem fio. A gente aqui trabalha com vocabulário falando de indumentária e expressões. Das próximas vezes vou icentivar a criatividade, pensando o que cada personagem pode estar falando para o outro.

 

bocejo

Esse é o segundo livro da parceria do autor e ilustrador que citei acima. Tem as mesmas características: sem texto, tamanho maior, ilustrações maravilhosas. Nem precisa dizer que esse livro é ótimo para ver antes de dormir. Eu já usei também nas minhas aulas de yoga para crianças para mostrar como nossa respiração se relaciona com nossas emoções. O livro tem uma coisa bem interessante para trabalhar com crianças mais velhas: os personagens são historicamente representativos na história da humanidade. Começa no homem das cavernas, passa por eva, faraó e por aí vai.

 

9. tapajós

Trás a temática da vila ribeirinha contando sobre a migração temporária no período de chuvas de quem mora em palafitas. Fala também da fauna dos rios amazônicos. As ilustrações são bem estilizadas e um pouco difícil de serem interpretada pelas crianças pequenas. Mais um livro que trata da contribuição da criança na organização coletiva. Todo mundo tem seu papel.

 

10. quem procura acha

Excelente livro para trabalhar a discriminação visual que significa separar, distinguir e diferenciar objetos de características similares. Entre outras coisas, ajuda futuramente a leitura. Minha filha de 3 anos adora esse livro, fica concentradíssima por bastante tempo e festeja quando encontra o que procura. Meu marido muito espertamente usa o título do livro para tirar ela da preguiça ou daquele inicio de choro quando não encontra algum objeto dela pela casa.

 

9. little yoga

Não é tanto para ler, mas para se movimentar e desenvolver a consciência corporal. Com ilustrações bem lindinhas de bichos e crianças fazendo as posturas do yoga relacionado ao animal. O pouquíssimo texto que tem está em inglês, mas nem precisaria de texto. No final do livro tem fotos de crianças bem pequenas fazendo as mesmas posturas. Essa é a parte favorita aqui em casa. Temos também outro livro da série que é Sleepy Little Yoga para fazer antes de dormir.

 

espaço

Minha mãe que comprou esse livro para as crianças e eu adorei. Vivo em busca de temáticas variadas que despertem a curiosidade dos meus filhos. Esse livro é lindo e ao mesmo tempo didático. Ele mostra um pouco sobre o espaço, sobre o foguete e suas partes, sobre os passos para se tornar um astronauta, a vida no espaço e coisas desse tipo.

 

 

5. dia noite

Sem textos, o livro tem ilustrações de ações cotidianas que acontecem durante o dia e a noite. O padeiro abrindo a padaria, os pais buscando as crianças na escola, mulheres conversando no portão, etc. O livro tem um único problema, precisamos ler com ele dobrado. Isso porque o livro tem imagens do dia e da noite em sentidos invertidos. Ótimo para falar sobre a passagem do tempo. Falei disso nessa postagem.

 

12. eu só

Outro livro que fala da chegada do irmão. Como disse, gosto de ter essa temática por perto para dar oportunidade brotar um desabafo. As ilustrações são bem estilizadas e tem um quê meio melancólico. Talvez por isso eu interprete o livro dizendo pra Pituca que pode parecer bom não ter que dividir as coisas com ninguém, mas por outro é triste fazer tudo sozinho. Um detalhe: eu sou filha única. Isso também deve ter influenciado na interpretação. 🙂

 

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Juju Bacana tem uma história simples e ilustrações razoáveis. O texto em formato de poesia é singelo e cativante. Pituca com 2 anos já havia memorizado o livro inteiro. A temática também prende a atenção das crianças: uma menina que prepara sua própria festa de aniversário. Tem uma mensagem bacana para conversar com as crianças sobre a importância das pessoas e não das coisas. Foi sucesso por um tempo por aqui.

 

6. uma vizinhança

Tem umas ilustrações bonitas com personagens que fazem parte do contexto de toda criança, mas são incomuns nos livros: carteiro, diretor da escola e idosos não familiares. O defeito dele é ser americano demais: nomes dos personagens e um guia de leitura para os pais redundante. A mensagem que gosto de reforçar é que não precisa ser adulto para contribuir para o coletivo.

 

7. albert 3Gosto da proposta do livro de pouquíssimo texto e ilustrações bem comedidas. O ilustrador usa os espaços em branco para comunicar. Fantástico! Aborda as dificuldades da chegada do irmão mais novo. Procuro deixar o tema acessível para que tenham oportunidade de desabafar. Achei lindo que a Pituca já tentou imitar o livro se desenhando com objetos no chão.

 

11. poeminhas da terraNesse livro infantil de poemas, os versos são curtos usando palavras de origem tupi. Ilustrações que exibem animais típicos da nossa fauna e praticas culturais das comunidades indígenas. “Hora de comer, hora de brincar, hora de colher, hora de pescar, hora de festejar, hora de contemplar são alguns dos temas explorados …” Legal para explorar semelhanças e diferenças entre o cotidiano da criança da aldeia e da cidade.

 

15. estou crescendo Esse é um livro que não tem nada de especial, a não ser pelo fato de ser o único que conheço sobre desfralde que não seja com bichos. As ilustrações são bacaninhas e o texto ok.

 

 

 

 

Querid@s leitor@s, essa postagem possui links afiliados. Isso significa que caso você se interesse por algum dos livros que eu indiquei e comprar através dos meus links eu ganho uma comissão. Todos eles são livros que eu comprei para os meus filhos e gostei. Obrigada!

 

 

 

 

Atividades simultâneas com irmãos de idades diferentes

Aqui em casa tenho focado muito mais na filosofia Montessori (o respeito, a preparação e organização do ambiente, etc.) do que nas atividades em si, mas a verdade é que estávamos todos com saudade de um momento desses. Tomei coragem e propus uma atividade para cada um simultaneamente. O vídeo ficou bem auto-explicativo, mas complemento algumas outras reflexões no texto.

Para a mais velha (3 anos) propus uma classificação de cores com pinça para o controle e fortalecimento dos dedos para a escrita. Para o caçula de 1a8m propus transferência de sólidos, que é sempre bem recebido. Depois do primeiro ciclo da atividade com ambos concentrados, a mais velha quis trocar. Achei que ele ficou concentrado por mais tempo, apesar de mais novo. Ela está numa fase bem falante e isso acabou cortando a concentração de ambos, mas faz parte. Trabalhar tão proximamente na mesma mesa também não favorece a concentração, mas é a estrutura que tenho em casa e não tenho pretensão de fazer homeschooling. Outra consideração é que o fato de serem irmãos traz um sentimento de disputa quase permanente que pode ter influenciado o troca-troca.

No total a atividade deve ter durado 15 minutos. O final ficou confuso, mas o final das atividades (pelo menos aqui em casa) são sempre confusos, mesmo quando é um de cada vez. Tenho aprendido a não me incomodar. Fiz questão de não tirar esse trecho na edição para que conheçam como é aqui.

Está longe de ser uma situação ideal, apesar de terem começado as atividades lindamente concentrados. Seria melhor fazer com um de cada vez? Talvez. Mas tem sido quase impossível achar o momento bom pra cada um separadamente. Depois dessa experiência eu decidi que prefiro fazer dessa forma do que não fazer. Além disso, acredito que com a repetição alguns desses obstáculos vão se atenuando.

Rosa é coisa de…criança!

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Minha filha mais velha (3 anos) está numa fase rosa. Tudo é rosa, até o suco ela escolhe rosa. Meu filho mais novo (1a8m) também adora rosa. Ele sempre prefere os sapatos rosa da irmã ao invés dos dele. Eu tinha convicção que essa era uma preferencia socialmente imposta pra ela e para ele se tratava de uma mera imitação da irmã. Eu andava me perguntando de que forma eu poderia respeitar essa predileção sem exacerbar ainda mais e acabei de surpreendendo com algumas coisas que encontrei.

Engano meu achar que a preferencia por rosa era algo totalmente influenciado pelo meio social da minha filha. Um dos materiais mais clássicos do método Montessori é a Torre Rosa.  Eu ainda não tinha parado pra pensar o porquê da cor. Segundo Polina, mãe russa que tem um Instagram incrível, todas as crianças gostam da cor rosa. Maria Montessori observou isso e pintou sua torre de cubos dessa cor. Na época de em que viveu Montessori, o rosa era uma cor mais associados a meninos.

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Foto por Jess Liotta and Colin Liotta

Fui em busca de base científica que comprovasse essa prefrência a despeito do gênero da criança e encontrei esse artigo que diz:

Meninas e meninos diferem em suas preferências por brinquedos, como bonecos e caminhões. Essas diferenças de sexo estão presentes em lactentes, são observadas em primatas não humanos e relacionam-se, em parte, com a exposição prévia a androgênio. Esta evidência de influências inatas nas preferências de brinquedos tipificadas pelo sexo levou a sugestões de que características do objeto, como a cor ou a forma dos brinquedos, podem ser de interesse intrinsecamente diferente para homens e mulheres.  (Após o experimento se constatou que) não houve diferenças significativas de sexo nas preferências dos bebês para diferentes cores ou formas. Em vez disso, tanto as meninas quanto os meninos preferiam as cores avermelhadas em lugar do azul e as de formas redondas em lugar das angulares.” Arch Sex Behav. 2010 

Entendi que minha filha prefere rosa por outros motivos, mas é impossível negar a influência da industria de artigos infantis. “A feminilidade está sendo vendida às meninas – e também às mulheres – em embalagens cor-de-rosa. Mas a cor em si não parece ser o problema. O que preocupa … é o conceito de feminilidade que vem embutido no pacote.” (link para esse artigo).

Então o que eu tenho feito aqui é tentar desassociar o rosa do resto do pacote. O aniversário de 3 anos foi todo rosa, mas não foi de princesa, nem de bailarina. Foi rosa. Ela ganhou uns 4 kits de panelinha de aniversário, mas ficamos apenas com o que não era rosa. E assim vou tentando balancear.