Doação para o Dia das Crianças 

IMG-5160Já estava complicado deixar nossos guarda-roupas organizados e resolvi colocar em prática uma dica simples que aprendi numa palestra sobre Minimalismo para ajudar as crianças nesse processo de desapego. Vou compartilhar aqui o que é essa dica e como foi nossa experiência. 

Cada vez que faço o rodízio de brinquedos acabo identificando um ou outro que pode ser doado, mas com a proximidade do Dia das Crianças eu vi uma boa oportunidade de envolver meu filhos nessa tarefa e  conseguir de fato nos livrar do excesso.  O rodízio que fazemos nos ajuda a manter as crianças focadas e a casa organizada, mas a pilha de brinquedos fora do rodízio não parou de crescer.

A dica é essa: dê um limite físico (caixa, gaveta, estante) onde a criança deve  colocar tudo que o que ela não quer que seja doado e deixe ela livre para tomar a decisão.

As crianças entendem melhor limites físicos então é mais fácil envolvê-las dizendo: todas as suas bonecas tem que caber nessa caixa, as outras vamos separar para doar. Esse foi nosso exemplo aqui em casa, mas poderia ser com qualquer tipo de brinquedo ou outros objetos como roupas, material de artes, etc. O tamanho do limite físico vai depender do bom senso dos pais. No nosso caso, a caixa é a que fica guardada com as bonecas fora do rodízio.

Como era nossa primeira vez eu preferi focar só nas bonecas e dei uma caixa grande. Espalhamos todas elas no chão, ela foi brincando, escolhendo e conseguimos ficar com menos da metade. Achei que seria mais difícil para Pequerrucha (agora com 3 anos), mas ela aceitou super bem. Selecionou os brinquedos sem se chatear. Na verdade, parecia feliz em doar, o que me surpreendeu realmente. De certa forma, tínhamos nos preparado gradualmente pra esse momento. Constantemente  separamos as roupas que já não cabem mais e conversamos sobre quem vai receber. Fizemos um momento bem especial para embalar e decorar todas as mamadeiras e bicos que demos para um priminho que iria nascer. Acho que personificar a doação ajuda. Nas vezes que ela sentiu falta de um objeto ela mesma falou “era de Isa, mas demos para X”.

Esse também pode ser um bom momento para dar o exemplo usando essa ferramenta para desapegar das suas próprias coisas. Eu certamente estou precisando fazer urgentemente.

Então é isso. Encorajo todas as mães a fazerem essa experiência. As crianças sempre estão preparadas antes do que pensamos. Boa sorte e feliz Dia das Crianças.

Brincando de massinha com princípios Montessori

Massinha.capa1Toda criança adora massinha e, consequentemente, toda mãe adora massinha! As crianças ficam sentadas trabalhando por longos minutos e nós podemos fazer mil coisas, inclusive descansar observando-os. O aniversário de 3 anos da Pitchuca se aproxima e eu tinha colocado os brinquedos de massinha na minha lista de sugestão para aquelas pessoas mais próximas que sempre perguntam o que presentear, mas já mudei de ideia. Num desses dias de descanso/observação eu percebi como já temos todo kit necessário pra uma brincadeira aberta (em inglês oppen ended play). No texto falarei como temos usado a brincadeira de massinha seguindo os princípios Montessori e porque não acho que mais utensílios iriam contribuir.

Ainda que massinha não seja um material do método Montessori, ela é encontrada em escolas e casas que seguem o método porque podemos usar seus princípios para obter o máximo de proveito:

  • concentração
  • senso de ordem
  • independência
  • criatividade
  • refinamento sensorial e coordenação

Começando pela primeira e mais importante, a massinha é uma atividade que favorece a concentração das crianças. Isso toda mãe já pôde observar em casa. Só precisamos respeitar o momento e controlar nossos impulsos de falar e dirigir a atividade. Falei nessa postagem sobre a importância do silêncio e da concentração.

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Para que qualquer atividade desenvolva o senso de ordem nas crianças, especialmente as pequenas, elas devem ser simples. Fica mais fácil ordenar poucos itens para brincar e para guardar ao final. Facilita, também, o ordenamento mental da criança se os itens estiverem separados por categorias. Aqui em casa eu troquei as duas mochilinhas que vieram com as massinhas por tupperwares e uma caixa grande. Eu organizei em 3 categorias: utensílios (faca, rolo, etc), forminhas, e extrusor.

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Depois organizei juntamente as massinhas numa caixa grande.

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O processo dessa organização foi feito com as crianças. Aproveitamos para limpar todos os utensílios numa farrinha no banho.

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Depois da organização eu estou mais tendenciosa a doar algumas formas e carimbos do que pedir brinquedos similares.

Como estou buscando apoiar a independência no brincar, não é coerente dar-lhes brinquedos que elas dependam de mim para montar ou executar. Torres de cupcakes, salões de beleza e outros kits estão por hora descartados.

O motivo principal de ter optado por não querer esses brinquedos de massinha temáticos (cupcake, sorvete, pizza e personagens) é porque limita a criatividade da criança. Quando ela recebe um brinquedo que tudo (nome, caixa, aparatos) lhe direciona para brincar de uma determinada forma, é mais difícil que se permita fugir daquela proposta. Com apenas a massinha é possível fazer todos esses itens e muitos outros. Quando eles pegam essa caixa com utensílios genéricos a brincadeira pode começar sendo comida, depois relógio, depois roupa de boneca e mil outras coisas. Na maioria das escolas e casas Montessori em que há massinha, ela está na parte das artes.

“Estamos limitando a criatividade dos nossos filhos abarrotando eles de escolha? Ao dar-lhes muito? Ao ditar como eles vão brincar? Otis ainda é tão jovem. Tanto para explorar. How we Montessori (livre tradução Marina Barral)

Para o refinamento sensorial e coordenação a massinha é boa especialmente para mim que sou mãe de duas crianças com idades diferentes. Cada um sente necessidade de desenvolver movimentos diferentes e eles podem escolher com as opções de utensílios que temos qual sentem vontade de usar e ainda assim estarem na mesma brincadeira. O pequeno de 1,5 ano tem treinado muito o movimento de cortar e espetar. Eventualmente também a carretilha. Já a mais velha, de quase 3 anos, que tem esses movimentos bem dominados, vem optando por usar o extrusor. Há um mês ficou muito feliz de ter conseguido fazer o movimento sozinha.

As atividades de preparação de alimentos são uma parte importante do método Montessori. A massinha ajuda a desenvolver muitas das mesmas habilidades que as atividades de preparação de alimentos exige. Ainda dá para ter seu filho ajudando na preparação caseira da massinha e será outra ótima atividade inspirada em Montessori.

 

Parede da Paz

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Passados alguns meses pensando sobre a não violência, queríamos que nossa casa refletisse esse clima. Procurei imagens que também me servissem como lembretes de atitudes que eu gostaria de ter.  Encontrei todas de forma gratuita na internet, basta clicar na imagem para ir ao endereço de onde baixei.

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Respire. Essa imagem está aí para me lembrar de respirar e esperar pelo menos 3 segundos antes de reagir em alguma situação de conflito. Respirar também para me tornar disponível ao ritmo mais lento das crianças. Mudei muita coisa na nossa rotina para desacelerar. Cancelei quase todas as atividades deles e minhas que tivessem horários.

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Essa é uma imagem que ilustra os 4 passos da CNV (Comunicação Não Violenta): observação, sentimento, necessidade e pedido. Está em francês, mas foi a mais bonita e didática que encontrei. Em Maio de 2016 eu fiz um curso de CNV com a Carolina Nalon e venho tentando praticar desde então. Não dá para usar os 4 passos com as minhas crianças que ainda são pequenas, mas dá para usar os conceitos. O primeiro conceito que comecei a usar é o de que eu sou a única responsável pelos meus sentimentos.

“Os outros (…) são estímulos mas não a causa dos meus sentimentos. Uma prova disso é que eu posso passar pela mesma situação em diferentes momentos e sentir sentimentos diferentes. Gosto bastante do exemplo da fila do supermercado. Se eu estiver super cansada em uma quarta-feira à noite e for fazer compra em um supermercado lotado eu provavelmente vou ficar irritada, e se a mulher do caixa demorar um minuto a mais do que o normal a chance de eu ficar estressada é bem grande…

Se por outro lado eu estiver tranquila, relaxada e sem pressa, a mesma fila de supermercado talvez não tire um centímetro da minha paz.” – Carolina Nalon

Outro conceito que tenho usado: todos compartilham as mesmas necessidades humanas básicas, e cada uma de nossas ações são estratégias para atender uma ou mais dessas necessidades. Esse é o pulo do gato! Quando você aprende a enxergar que seu filho não está chorando desesperadamente porque quer sentar no carrinho do mercado, o carrinho é a estratégia que ele elaborou para atender qual necessidade? Talvez diversão? Veja aqui uma lista de necessidades humanas universais para ter uma idéia. Quando você identifica a necessidade consegue propor uma alternativa viável.

Tenho procurado usar alguns dos conceitos comigo também: identificar meus sentimentos e minhas necessidades antes de explodir e, a depender do caso, comunica-los a meus filhos.

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A imagem de Amelie Poulain está na parede para me lembrar que pequeníssimas atitudes podem mudar radicalmente o dia do outro.

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“É importante voltarmos a nos apaixonar pela dor do outro, a gastar tempo em silêncio pelo outro, a sentir o outro” – Feliz Simões. Nossos filhos começam a chorar e imediatamente tentamos calar o choro, seja dizendo que ele não tem motivo, seja tentando consolar. As vezes nossos filhos precisam colocar o sentimento pra fora em forma de lágrimas. Precisamos ter paz para esperar e para oferecer ajuda e empatia.

“Perder a paciência é perder a batalha” –  Gandhi. Essa é auto-explicativa.poster#35“Qual memória você vai criar hoje?” me lembra que sempre temos escolha e que nossas escolhas tem consequências. Por incrível que pareça o grito, a ameaça, a exigência da obediência são opções. A criança se jogou no chão, como você vai reagir?

poster#27Acabamos dizendo muitas coisas na negação e o “não” é um conceito difícil para a criança, principalmente para os bem pequenos, como meu caçula de 1,5 ano. Quero lembrar de sempre reformular a frase para dizer o que ele pode fazer.

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Símbolo da não violência, conhecido como mão do Ahimsa. É o primeiro e mais importante preceito ético de Yoga: O ser humano não deve agredir gratuitamente outro ser humano, nem os animais, nem a natureza em geral. Não deve agredir fisicamente, nem por palavras, atitudes ou pensamentos. Permitir que se perpetre uma agressão, podendo impedi-la e não o fazer, é acumpliciar-se no mesmo ato.

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“Deixa essa merda pra lá.” Não compre uma briga com uma criança, deixa pra lá. Encare como uma oportunidade de ensinar a ela a como lidar com essa situação. Você pediu pra seu filho calçar o sapato e ele insiste que não. Não continue na mesma tática de querer exigir obediência, mais vale a pena convencer seu filho de outras formas: que tal sair com um pé de cada sapato? Deixe pra lá a forma como os adultos reagiram com você quando você era criança. Nosso trabalho enquanto pais é de ir melhorando a humanidade a cada geração, se insistirmos em repetir, não sairemos do lugar. Concorda?

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Qualquer correção que a gente faça com amor será melhor absorvida pela criança do que a correção com grito. Existe uma expressão em inglês que gosto muito: “conect before correct” (conecte-se antes de corrigir). Procure se conectar fisicamente com a criança que está se comportando mal: abaixe-se, olhe no olho, toque nela. Dessa forma será mais fácil se conectar emocionalmente e ter empatia. Procure entender que todo mal comportamento é um pedido de ajuda.

* Esta imagem não está disponível para download. Comprei uma placa de madeira tipo essa.

 

Espero que tenham gostado das imagens e dos lembretes. Até mais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu caminho rumo a violência zero com os filhos

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Quantas vezes você ameaçou sair e deixar seu filho em casa, ou no parque, ou na festa? E quantas vezes você demonstrou estar chateado com ele porque sem querer derramou comida e sujou a mesa? Você gritou com seu filho hoje?

A decisão de uma maternidade sem violência eu tomei antes dos meus filhos nascerem, quando comecei a ler sobre Montessori e o respeito pela criança. Nos 16 primeiros meses eu fui bem – com tropeços, mas bem. Até que há quatro meses me vi gritando com minha filha mais velha e percebi que precisava mudar. Eu até sabia o que fazer, mas tudo que tinha lido não estava mais conseguindo colocar em prática.Leia mais »

10 passos para apresentar uma atividade Montessori para bebês

A internet está repleta de atividades montessorianas para fazermos com nossos filhos, mas você sabia que Maria Montessori deixou orientações de como devemos apresentar essas atividades para a criança? Pode lhe parecer estranho, mas para mim, mais importante do que fazer muitas atividades é a preparação do adulto que acompanha essa atividade. Fiz um vídeo 3:30 em que demonstro a atividade do cofre (numa variação mais fácil) para Vicente (13 meses) e pontuei 10 passos que o adulto deve seguir na demonstração de qualquer atividade Montessori. No texto a seguir explico um pouco mais cada um deles.

1 – Prepare a atividade antes

Esse é um passo prévio, mas muito importante. Caso você note que falta algum material no momento da apresentação, a sua saída para buscar isso desconcentra a criança. De preferência ensaie a apresentação. Eu sempre me arrependo quando não ensaio, porque é o momento em que avalio qual a melhor forma de apresentar a atividade, qual o movimento da mão mais adequado, qual o angulo mais adequado e se realmente o material está totalmente compatível. Mas mesmo com ensaio, é claro que na hora da atividade em si você sempre notará melhorias que podem ser feitas

2 – Convide a criança

Por mais simples que pareça, há muita diferença entre ser convidado a trabalhar e ser instruído a fazê-lo. Diga a criança que tem algo para mostrá-la e peça que venha com você.

3 – Sente-se do lado dominante da criança

Sente-se no lado dominante da criança, do lado que ela tem mais habilidade, que escreve ou escreverá. Desta forma, a criança pode assistir e copiar seus movimentos exatos. Isso pode significar que você precisa aprender a apresentar atividades com sua mão não-dominante! Você deve ter notado no vídeo eu me equivoquei. Como sou canhota tenho que prestar o dobro de atenção porque minha tendência é sempre ir para o lado esquerdo, mas minhas duas crianças são destras.

4 – Demonstre, não explique

Use o menor número possível de palavras durante as apresentações. O foco da criança deve estar nos materiais e na apresentação, não em suas palavras.

5 – Demonstre da esquerda para direita, de cima para baixo

Todas as apresentações se movem nessa direção como uma preparação indireta para a leitura e escrita ocidental.

6 – Não corrija, observe

A criança não realizará a atividade com 100% de precisão na primeira vez. Ela irá executar da forma que entendeu que era para fazer e da forma como é capaz de fazer. Não corrija, interrompendo assim o fluxo da atividade, o erro não é importante. Da próxima vez que for apresentar a atividade novamente demonstre como se fosse a primeira vez, sem elevar o tom de voz onde ela errou.

7 – Faça movimentos lentos e conscientes

Pode parecer lhe parecer muito simples, mas para a criança é tudo novo. Retarde para que ele possa ver sua exatidão. Seus movimentos também devem ser lentos e conscientes durante a execução da atividade pela criança para não lhe tirar o foco.

8 – Mantenha o contato visual

Mantenha contato com os olhos ao convidar ou falar com a criança. Isto respeitosamente diz à criança que ele tem a sua atenção. Em troca, os olhos da criança dizem que a criança está pronta para aprender.

9 – Deixe repetir quantas vezes quiser

Não existe um tempo delimitado nem um número de vezes determinado a fazer. Respeite o tempo da criança naquela atividade, isso vai depender da complexidade e do seu interesse. Incentive-os a usar os materiais repetidamente para aumentar seu domínio, mas também não insista.

10 – Ao sinal de desinteresse, finalize

Se a criança não está interessada ou está cometendo erros, ponha a atividade fora. Haverá outra oportunidade para apresentá-la mais tarde. Pare antes de você e a criança ficarem frustrados.

Fontes

Material produzido por Soraia Andreia Silva, da moderação do grupo Montessori para Famílias e North American Montessori Center. Espero que seja de utilidade para mães que estão iniciando no método e podem ter algumas dúvidas.

Esclarecimentos

A – Cada atividade é uma oportunidade de apresentar novo vocabulário. Quando isso ocorrer, use a Lição em 3 Tempos. Ela foi suprimida desse material porque merece um vídeo exclusivo para ser devidamente exposto.

Deixo aqui a explicação do Lar Montessori da Lição em 3 Tempos:

Incialmente se mostra os dois objetos e se nomeia a ambos: “Isto é uma colher, isto é um garfo”. Em seguida, pede-se que o aluno aponte, pegue ou mova “a colher”, ou “o garfo”. Depois de algumas variações desta segunda parte, pergunta-se ao aluno “Qual é este?” e “Qual é este?”, apontando-se uma vez a cada objeto. Assim, na primeira etapa nomeia-se algo, transmite-se uma informação. Na segunda, associa-se o nome ao objeto de fato, por meio do movimento, principalmente. No terceiro tempo, testa-se o aprendizado da criança, para que saibamos se a lição foi cumprida. Usa-se poucas palavras, para não confundir a criança, e para que ela possa, a partir deste momento, exercitar-se livremente, sem precisar ficar presa ao adulto por muito tempo. – Lar Montessori

B – Existem pequenas variações ao apresentar atividades para crianças maiores. Depois de uma determinada idade as atividades incluem breves e claras explicações de como proceder.

C – Agora que você já sabe como apresentar qualquer atividade, concentre-se em escolher uma. Não se preocupe com a quantidade de atividades, mais importante é que esteja de acordo com a etapa de desenvolvimento do seu filho. Para isso, leia sobre Períodos Sensíveis. Sugestões:

Esses textos do Lar Montessori.

Esse quadro de atividades do Voilà Montessori (em espanhol e requer cadastro de e-mail)

Barra no quarto

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Vicente já estava se apoiando em todos os móveis da casa para se erguer e decidimos que era finalmente hora de instalar a barra que estava guardada na dispensa há meses. A barra dá aos bebês um lugar seguro para praticar as novas habilidades de se erguer e andar de lado. Aqui nós colocamos uma barra de cortina de 90cm no quarto dele e ele tem aproveitado bastante.

O recomendado é que a barra tenha aproximadamente aprox. 2cm de diâmetro e esteja afastada do chão a aprox. 36cm do chão. A nossa aqui meu marido resolveu colocar mais alta, mas Vicente se virou direitinho. A idade que a maioria dos bebês começa a se segurar para se erguer é ao redor dos 9 meses, então já deixe a sua barra montada antes disso.

Vi uma dica interessante no grupo Montessori para Famílias do Facebook: pendurar alguns poucos objetos na barra para estimular que o bebê caminhe de uma ponta a outra. Aqui deu certo. Vide primeira foto.

Nós colocamos essa barra de 90cm no quarto, mas vocês podem ver na foto abaixo uma idéia legal para colocar uma barra maior no corredor.

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Barra do corredor. Blog Acaratapa.

Além de colocar a barra é oportuno fazer uma nova vistoria no quarto (e na casa) nesse período para verificar que todos os objetos onde a criança eventualmente possa se segurar são firmes e seguros (bancos, mesas, objetos de decoração).

 

12 livros para ler com seu bebê

12 livros para ler com seu filho

Todos os 12 livros que recomendo aqui leio com meus filhos desde que eles tinham 3 meses até  hoje (a mais velha tem 2,5 anos). Todos atendem aos meus critérios básicos de livro para bebê:

  • Possuem páginas grossas para resistir ao manuseio do bebê e para facilitar que eles passem as páginas sozinhos;
  • Não tem elementos fantasiosos (fadas, animais falantes, casa de doce, …). A razão está aqui;
  • São bonitos, o que convida à leitura;
  • Possuem temas variados para servir de pretexto em nossas conversas.

Começarei colocando abaixo a lista completa com título, editora e preço.  Na sequência falo o que acho de cada um:

  1. Global Babies, Charlesbridge Publishing, R$ 30,21
  2. Filhotes do barulho, Tiger Tales, R$ 43,90
  3. Bichos do Sítio. Com meus dedinhos. Usborne, R$28,70
  4. Animais Fantásticos, Vale das Letras, R$ 49,90
  5. Da Cabeça aos Pés, Callis, R$ 39,70
  6. Baby Signs, Dial Books, R$ 27,80
  7. Baby Touch and Feel – Animal,  DK, R$ 13,70
  8. Filhotes, Zastras, R$ 22,90
  9. Conte de 1 a 5 – Sons divertidos, Usborne, R$ 42,90
  10. The wheels on the bus, Child’s Play, R$ 58,02
  11. A Incrível Caixa dos Animais Aquáticos (4 livros), PubliFolhinha, R$ 52,90
  12. Mãozinhas Pequenas: Fazenda, Corpo, Escola, Vrum! (5 livros), Yoyo Books, R$ 43,90

globalbabiesO Global Babies é o meu preferido. Adoro ele pela sua simplicidade e beleza. São 17 fotos de bebês de culturas ao redor do mundo. Com esse livro falo sobre diversidade étnica e cultural (formato dos olhos, roupas, adereços, a forma com que a mãe leva o bebê, etc) e também sobre sentimentos e emoções (sono, alegria, susto, frio, etc). Não tem nada que eu não goste nesse livro.

filhotesdobarulho O Filhotes do Barulho Vicente ganhou de presente de aniversário e foi uma grata surpresa. O que mais gosto nele é a qualidade da imagem com fotos lindíssimas de bichos reais. Não sou muito fã de livros com barulho, mas as crianças gostam bastante. O único ponto negativo do livro é que os botões que acionam os barulhos são um pouco duros. Vicente ainda não consegue sozinho, Isa sim.

bichosdositioO Bichos do Sítio é um livro de ilustrações e janelas interativas. Destaque para as janelas interativas embutidas que são à prova de bebês (que é o que precisamos quando as mãozinhas ainda estão aperfeiçoando as habilidades). O tema de bichos é bem comum, mas esse trás certa interação entre eles: gato que toma o leite da vaca, o cachorro que corre atrás da ovelha, …

animaisfantasticosAnimais Fantásticos é um livro grande, de quase 30cm. Gosto por se tratar de fotos reais e por conter animais da nossa fauna, o que permite conversar sobre eles com as crianças. O que eu não gosto é que ele mistura animais de diferentes ecossistemas no mesmo livro e para mentes absorventes isso pode ser um pouco confuso. Os sons sempre agradam os pequenos e nesse livro são fáceis de apertar.

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Da Cabeça aos Pés é um livro de ilustrações que convida os pequenos a imitarem os movimentos do animais (gorila, elefante, pinguim, girafa, etc.). Desde de que Isa tem ~1,5 ano ela imita e se diverte muito com isso. Em forma de brincadeira, a criança vai ganhando noção do próprio corpo e do que ele é capaz de fazer. Aqui em casa é sucesso absoluto. É verdade que as ilustrações não são das mais realistas, mas também não são fantasiosas. Infelizmente esse é mais um livro que mistura animais de diferentes ecossistemas.

babysignsO intuito do livro é ajudar os pais a ensinarem a linguagem dos sinais para seus bebês. Mesmo para famílias que não estão muito interessadas nesse objetivo, que foi o meu caso, o Baby Signs é um livro bacana. Como ele mostra elementos do dia a dia de um bebê, pode servir de pretexto para conversar sobre a rotina. O que eu não gosto é que ele mostra o bebê “se comportando mal”, como por exemplo jogando a comida no chão. Isso é complicado de explicar para bebês bem pequenos.

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Outro livro bonito, com fotos reais e texturas. Baby Touch and Feel – Animals, é bom para falar dos animais. Gosto nele a capa acolchoada e da simplicidade. Bom para bebês pequenos porque as fotos não tem “background”, são apenas os animais no fundo de cor sólida, aumentando o contraste. Por ser de tamanho médio (13cm) é ótimo para ser colocado em pé no chão para a prática de bruços de bebês entre 2 e 7 meses.

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Filhotes é um livro de ilustrações de animais com abas interativas. Seu ponto positivo é mostrar que todos os bichos tem seus “bebês”. Esse é um tema muito legal de conversar com as crianças. Ponto negativo: as abas não são a prova de bebês. Uma vez, quando Isa tinha 1 ano, e estávamos só as duas no carro, eu entreguei esse livro para ela ir se distraindo na viagem. Quando chegamos, ela tinha comido metade de uma das abas.

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Livro de ilustrações de animais com sons. Como o título já diz, Conte de 1 a 5 tem o bônus de tratar divertidamente sobre quantidade. Essa noção está presente de duas formas: quantidade de bichos na página e quantidade de vezes que o bicho emite seu som. Na primeira página tem uma vaca e no botão “1” ela muge uma vez. Na segunda página tem duas ovelhas e no botão “2” tem dois berros. E por aí vai.

thewheelsonthebusThe wheels on the bus é um livro de ilustrações que retrata a canção de mesmo nome. Quando as crianças são novinhas lemos o livro apontando os elementos para ampliar vocabulário. Com Isa que já está com 2,5 anos a graça é fazer piada com as cena de diferentes personagens que estão correndo para pegar o ônibus. A cada pessoa que entra o o ônibus notamos como ela interferiu no grupo que estava dentro.

incrivelcaixaA coleção da Incrível Caixa dos Animais Aquáticos é a única que conheço que se preocupa em selecionar os animais em categorias: animais do fundo do oceano, os grandes animais marinhos, os divertidos animais da lagoa, os animais do rio e do mar. Os livros são curtos e interessantes por ter uma boa mescla de ilustração, foto e textura. Além dessa variedade visual e sensorial, traz informações em texto sobre hábitos e características dos animais escolhidos. Seu defeito é ser difícil de encontrar atualmente.

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Mãozinhas Pequenas é uma coleção que vem numa caixa. Legal por trazer temas variados, servem de apoio para ampliar o vocabulário com os nomes de meios de transporte, brinquedos, partes do corpo, o que tem na escola e na fazenda. Como os livros são pequenos, cerca de 10x10cm, são os que eu deixo numa cestinha ao lado do penico para ler com Isa no banheiro.

Querid@s leitor@s, essa postagem possui links afiliados. Isso significa que caso você se interesse por algum dos livros que eu indiquei e comprar através dos meus links eu ganho uma comissão. Todos eles são livros que eu comprei para os meus filhos e gostei. Obrigada!

Como fazer um rodízio diário de brinquedos

Rodízio Diário.pngHoje vou contar como fiz para organizar um rodízio diário de brinquedos aqui em casa. Eu já deixava poucos brinquedos disponíveis e já fazia rodízio, mas as duas coisas andavam meio frouxas. Os brinquedos acabavam se acumulando ao longo da semana, eu demorava de fazer o rodízio e com brinquedos guardados pela casa toda era difícil saber onde estava cada um. Eu vi essa idéia de fazer um rodízio diário no ano passado no blog da americana CandoKiddo e finalmente decidi colocar em prática.

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A estante em nichos eu já tinha e ela tem vantagens e desvantagens. Com os espaços bem definidos ajuda na organização, inclusive por parte das crianças. A desvantagem é que algumas coisas não cabem. Eu separei mais ou menos 9 brinquedos por dia, sendo 6 nos nichos e 3 no tapete. Essa quantidade é mais que suficiente para Isa e Vicente brincarem.

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caixaPara organizar os brinquedos que ficam fora do rodízio eu comprei 5 arquivos como esses da foto. O tamanho foi ideal para colocar tudo no meu armário. Com cinco caixas eu consegui montar um rodízio (praticamente) diário. Do sábado pro domingo decidi não mudar porque não ficamos muito em casa e não tenho ajuda por aqui. O motivo para deixar as caixas no meu armário e também da cor fosca é manter fora dos olhos curiosos dos pequenos. Uma dia, ainda na outra casa, Isa descobriu onde guardávamos os livros fora do rodízio e sua brincadeira virou pedir para levantá-la para escolher livro. Não queria ler nenhum, só escolher um depois do outro.

Como as caixas são foscas eu senti necessidade de ter uma legenda visual. Ficou ótimo, porque eu consigo saber o que tem dentro e Isa não. Aproveitei e coloquei na legenda os dias da semana.

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O motivo de deixar poucos brinquedos é evitar o excesso de estímulo nas crianças.  Com poucas coisas disponíveis para escolher eles conseguem se concentrar melhor. Outro motivo é facilitar a organização. Crianças pequenas estão no que Montessori chamou de período sensível para ordem. É, eu sei, eles bagunçam bastante, mas acredite, a bagunça não lhes fez bem:

A criança necessita da ordem durante toda sua primeira fase de vida (…), mas dos dois aos quatro anos ocorre a transformação da mente absorvente inconsciente em mente absorvente consciente, e esta fase é especialmente frágil no desenvolvimento dos pequenos, por isso um mundo organizado é especialmente importante. Nessa transição, ela deixa de absorver tudo o que vê para começar a compreender ativamente e interferir na realidade, e um mundo no qual as coisas fiquem sempre no mesmo lugar, (…) é um mundo agradável para o desenvolvimento da cognição infantil.

A ordem do ambiente físico é a primeira a que podemos nos atentar. (…) No começo, até os dois ou três anos, mais ou menos, a ordem depende totalmente de nós. Três vezes por dia é necessário reorganizar tudo. A partir dessa idade, entretanto, quando a criança já consegue carregar suas coisas, pode nos ajudar – só é necessário lembrá-la todas as vezes, até os seis anos de idade às vezes, de que precisa guardar o que pegou. Para funcionar, é claro que nós temos de agir exatamente da mesma forma. Um adulto que faz bagunça cria crianças que sabem trabalhar em equipe: bagunçam junto.

Lar Montessori

Com poucos brinquedos para serem guardados é muito mais fácil engajar as crianças e mais fácil para os adultos manterem a ordem. 🙂

Adorei que consegui fazer o rodízio diário. Foi uma coisa que me deu um certo trabalho um dia, mas que facilitou muito minha vida. Eu sentia preguiça de pensar o que trocar, o que deixar,  assim nem preciso mais, é só pegar a caixa do dia e pronto.

dica de ouro.pngAh! Já ia me esquecendo. Tenho uma dica de ouro para compartilhar. Quando for deixar disponível qualquer jogo de montar, deixo-o desmontado, com as peças dispostas num cesto. Dessa forma o brinquedo convida a criança a montá-lo. Além disso, se a criança não conseguir montar completamente o brinquedo, diminui a probabilidade de frustração porque as peças desmontadas também tem seu lugar para ficar. Essa dica maravilhosa eu aprendi com a Jenny do Voilá Montessori.

Aprendendo sobre o dia, a noite e o clima.

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Hoje vou falar como preparei a casa, atividades e livros que estamos usando para ajudar Isa a entender sobre o dia, a noite e  o clima.

IMG_2493Começamos há alguns meses com o mural na geladeira. Nele a criança “registra” o clima. Eu fiz no powerpoint, ajustando as nossas particularidades: sem texto porque ela ainda não lê, simplificando as opções de clima e evidenciando o dia e a noite. Usei como referência o relógio analógico. Clique aqui para baixar o arquivo.

No começo a gente falava onde colocar o ímã. Agora ela coloca só. Nem sempre corresponde exatamente, mas não corrijo. No dia seguinte foco em ensinar aquilo que ela “errou”. Pode ser usando as mesmas palavras na janela e na geladeira (“hoje está nublado porque tem nuvem na frente do sol”, “qual imagem tem nuvem na frente do sol?”).

Na sequencia compramos o livro “Dia/Noite”, do Thiago Rennó, que é muito legal! Leia mais »